
PSD/Congresso: Sebastião Bugalho traça linhas de demarcação política do PSD face ao Chega e PS
Um discurso que Sebastião Bugalho proferiu no Congresso do PSD, em Anadia, distrito de Aveiro, que ultrapassou o tempo limite estipulado e que, por isso, motivou uma advertência do presidente da Mesa do Congresso, Miguel Albuquerque: “Já passou o seu tempo [de intervenção], aqui não há estrelas”.
Sebastião Bugalho reagiu imediatamente: “Aqui não há estrelas senhor presidente, porque somos sete lá em Bruxelas”, disse, numa alusão ao número de eurodeputados sociais-democratas.
Na sua intervenção, o jovem eurodeputado do PSD começou por fazer uma proposta: Tal como acontece com cada Estado-membro na União Europeia, também cada município deve poder candidatar-se a acolher entidades públicas no seu território.
“É essa visão de igualdade entre regiões que o PSD representa - É essa visão da qual não abdicamos”, acentuou.
Do ponto de vista político, a intervenção de Sebastião Bugalho destinou-se sobretudo a traçar uma linha de demarcação clara entre o PSD perante o Chega e o PS.
“Tal como aqui, em território nacional, também na Europa sofremos ataques idênticos: Para a extrema-direita somos socialistas, para os socialistas somos de extrema-direita, é sempre a mesma coisa”, disse.
Neste contexto, deixou uma pergunta: “O que tem o PSD a ver com um partido que, quando a Europa decidiu homenagear Aníbal Cavaco Silva, boicotou a cerimónia?”
“Um partido chamado Chega que saiu do Parlamento Europeu quando foi homenageado um chefe de Estado português? O que tem o PSD a ver com isso? Nada”, frisou.
Sebastião Bugalho visou também o Chega quando sustentou que o partido europeu de André Ventura considerou que a Europa não tinha crescimento económico porque começou a apoiar a Ucrânia após a invasão da Rússia.
Já em relação ao Partido Socialista Europeu, Sebastião Bugalho referiu que “está há nove meses para saudar a vencedora do Nobel da Paz”, Maria Corina Machado.
Depois, concluiu: “É tempo de o PSD ganhar umas eleições europeias - e em 2029 nós vamos fazê-lo”.
Em Portugal, “não sabemos quando é que vão ser as próximas eleições legislativas – e não sabemos porque não depende de nós. Mas eu tenho uma certeza: Com Luís Montenegro vamos ganhá-las”, declarou, recebendo muitas palmas dos congressistas.
Antes, numa breve nota sobre a atual situação política, o ex-jornalista observou que na sondagem das urnas, “aquela que conta, o PSD mereceu a confiança dos portugueses nas últimas duas vezes que foi a votos”.
Deixou então um aviso: “Quando há uma maioria que se esquece dessa realidade, é preciso dizer-lhe que há uma maioria maior que não tem medo de relembrar isso”, acrescentou, numa discurso em que falou sobre alguns dos principais eixos da atuação dos eurodeputados sociais-democratas em Bruxelas.
“Não é o trabalho mais difundido do mundo, mas ele está lá”, advogou.
A seguir, Sebastião Bugalho falou sobre ação do PSD em Bruxelas em domínios como a inteligência artificial - sobretudo na perspetiva de combate a abusos em relação a crianças ou cidadãos mais desprotegidos -, mas também em assuntos como a necessidade de investimento em defesa ou sobre os fundos europeus em matérias de coesão ou apoio à agricultura.













