
«Nunca vi nenhuma terra a arder»
Esta era «uma ideia do passado» que Carlos Coelho já tinha quando “jogava noutros campeonatos políticos” - entenda-se era presidente de junta de freguesia - e que agora, na qualidade de edil, está a ver a ser posta em prática no terreno pela Synerg. A empresa com «vasta experiência» na área dos serviços florestais , assim como outras entidades envolvidas, esteve ontem representada na apresentação pública do projeto-piloto (financiado pelo município) sobre as faixas de gestão de combustível, que teve lugar num terreno que foi limpo junto ao Circuito de Manutenção de Assilhó, na União das Freguesias de Albergaria-a-Velha e Valmaior.
Na altura em que liderou a JF da Vila da Branca, Carlos Coelho, como o próprio recordou, até chegou a comentar com o coordenador municipal da Proteção Civil, João Oliveira, que «a verdadeira resiliência do território teria de ser feita desta forma: não bastava fazer a limpeza da gestão de combustível. Teria de ser feito desta forma, retirando os cepos e toda a vegetação e lavrar o terreno», evitando que o mato volte a crescer na área onde foi feita a limpeza, como sucede presentemente. A quem ali estava presente, o presidente da câmara municipal não garantiu que «nunca mais vai haver fogos em Albergaria[-a-Velha], porque tudo depende das condições climáticas», mas disse-se «muito convencido que este sistema torna o território muito mais resiliente». «Nunca vi nenhuma terra a arder», sublinhou.
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