
«Tenho muito orgulho de ter escolhido Portugal»
O futebolista Matheus Nunes, internacional luso nascido no Rio de Janeiro, assumiu hoje que será sempre metade português e metade brasileiro e lembrou que foi difícil quando teve de optar por jogar por um dos países.
“Nunca vou perder os laços com o Brasil. Também tenho laços com Portugal. Sou metade-metade. Isso nunca vai mudar. Serei sempre assim”, afirmou Matheus Nunes, em conferência de imprensa, no Gardens North County District Park, local que acolhe os treinos da seleção em Palm Beach, nos Estados Unidos, durante o Mundial2026.
O médio do Manchester City começou a carreira aos 14 anos no Ericeirense, passando mais tarde por Estoril Praia e Sporting, antes de rumar a Inglaterra, onde também representou o Wolverhampton.
Em 2021, Matheus Nunes teve de escolher entre representar Portugal ou o Brasil, acabando por optar pela seleção lusa. O jogador de 27 anos tem agora 20 jogos e dois golos pela equipa das ‘quinas’ e prepara-se para disputar o segundo Mundial da carreira, depois da presença no Qatar em 2022.
“Foi difícil tomar a decisão de escolher Portugal porque sinto que sou os dois por igual. A minha mãe foi muito importante nessa decisão. No futebol devo mais a Portugal do que ao Brasil. Foi onde vivi o período em que comecei a jogar a sério, no Brasil nunca fui federado. Tenho muito orgulho de ter escolhido Portugal”, confessou.
Nunes, que também atua como lateral, adaptação que viveu desde que chegou ao Manchester City em 2023/24, recordou o início da carreira na Ericeira, lembrando que há uma década atuava nos escalões inferiores e que nem lhe passava pela cabeça um dia partilhar balneário com jogadores como Cristiano Ronaldo, capitão da seleção nacional.
“Há 10 anos estava na sexta divisão de Portugal. Nunca imaginei jogar com o Cristiano Ronaldo e é uma honra estar aqui com ele. Se pudermos ganhar o título por ele seria especial e motivo de orgulho”, referiu.
Na viagem até aos Estados Unidos, Matheus Nunes foi ‘apanhado’ a ler a biografia de Diogo Jota, seu antigo colega de equipa nos ‘wolves’ e avançado internacional português que morreu em julho do ano passado, num acidente de viação.
“Estou a descobrir coisas dele que não sabia. Acho que a carreira do Diogo foi de superação e podemos todos aprender com isso. Não foi fácil para ele nem para outros jogadores. Foi uma carreira muito bonita. Tenho a certeza de que ele olha por nós”, concluiu.
O jogo entre Portugal e República Democrática do Congo, da primeira jornada do Grupo K, está agendado para quarta-feira às 12:00 locais (18:00 de Lisboa), em Houston, e terá arbitragem de Abdulrahman Al Jassim, do Qatar.
Segue-se o estreante Uzbequistão em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, num jogo que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho).
O Mundial2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer até 19 de julho, dia da final, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.














