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CETA recebe Rui Sérgio e estreia uma nova peça esta quinta-feira

Rui Sérgio voltou a Aveiro e, convidado pelo CETA, está a encenar “Aquele que se perde é encontrado”. Ao Diário de Aveiro, fala sobre a sua carreira e da peça de uma companhia amadora

Após uma longa permanência em Lisboa, Rui Sérgio, encenador, ator e produtor nos palcos de teatro, do cinema e da televisão, voltou a Aveiro e prepara a mais recente peça do CETA - Círculo Experimental de Teatro de Aveiro, a estrear esta quinta-
-feira: “Aquele que se perde é encontrado” - uma frase de Harold Pinter, nome do teatro do absurdo, em quem se baseou, assim como em textos de Karl Valentin, autor que usou o humor nas suas criações.
Na sinopse da peça lê-se que «No princípio havia pão e cir­co» e, mais à frente, «limpar as impurezas, limpar as impurezas da democracia... limpar a própria democracia. É para lá que caminhamos!». Rui Sérgio teme isso mesmo, «os populismos», a perda crescente da liberdade de ação, e o que está a ser ensaiado desde abril é uma «peça de intervenção», admite.
A peça é uma leitura dos dias de hoje? É, confirma também.
Após a estreia ficará em cena até dia 28 e, no mês seguinte, entre 2 e 12 de julho, totalizando 15 espetáculos, de quinta a sábado, às 21.30 horas e, aos domingos, às 18 horas. A entrevista é, inevitavelmente uma mistura da peça que está a encenar, o seu passado em Aveiro, em Lisboa e noutros pontos do país, e desta sua nova fase da carreira.
É, mesmo, um regresso, já que voltou a residir em Aveiro.
O CETA escreveu nas redes sociais: «Com grande alegria, recebemos o encenador Rui Sérgio, um homem que dedica toda a sua vida ao Teatro. A sua paixão pela discussão das questões sociais, que a todos nos preocupam, aliada à sua vasta experiência profissional no Teatro, revelam-se neste magnífico trabalho».
A conversa com o Diário de Aveiro revela um grande entusiasmo do que fala, uma característica que se nota muito rapidamente. O teatro, a encenação, a representação no pal­co e nas telas de cinema e ecrãs de televisão, é como se fossem o seu sangue. E, em Aveiro, o ar que se respira no CETA é de teatro e foi este ambiente que reencontrou. Por isso, tendo decidido despedir-se de Lisboa, respondeu positivamente a um convite do CETA e construiu o que agora se encontra na fase final de ensaios a quatro dias da estreia. Ensaios a um ritmo quase diário «como se fosse uma estrutura profissional», diz.

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Junho 15, 2026 . 08:30

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