
«Ainda falta alguma maturidade na implementação do modelo [das ULS] para que haja benefícios»
Diário de Aveiro: A reabilitação urbanística do centro da cidade tem sido um dos objetivos do executivo. Em que fase se encontram os trabalhos?
Isabel Simões Pinto: Estamos a procurar ter uma visão diferente do território e uma das áreas que queremos privilegiar, no centro da cidade, é a mobilidade sustentável. Isto implica olhar para a cidade e para o centro de uma forma mais abrangente e, por isso, neste momento estamos focados a elaborar o nosso Plano Municipal de Mobilidade Sustentável, que vai ter, seguramente, implicações no estudo prévio que existe e que foi apresentado há três anos. O projeto tem várias fases e já estamos a trabalhar numa delas de forma mais afincada, que é a execução da variante Poente, que vai ajudar a que o trânsito seja desviado do centro da cidade. O que estamos agora a fazer é a negociar com os proprietários dos terrenos por onde vai passar essa variante de maneira a podermos preparar e lançar a empreitada. Esta via vai ao encontro da nossa estratégia de promoção da mobilidade e bem-estar, porque, no fundo, vai devolver às pessoas o espaço público e torná-lo mais agradável para fruir, para caminhar, para o comércio local e tudo o resto. Mas, para além de retirar o trânsito do centro da cidade, vai também permitir abrir frentes de nova construção de habitação, que é também uma das nossas áreas prioritárias. Para as outras duas fases do estudo prévio existente estamos a fazer um estudo mais apurado. Portanto, o projeto não está parado, estamos a dar-lhe uma nova visão ajustada àquilo que é a visão do atual executivo, uma visão mais integrada, em que o centro da cidade é visto, não só aqui, neste “miolo” junto à câmara municipal e à Praça Francisco Barbosa, mas desde o Rio Antuã até à zona de equipamentos desportivos, onde também temos prevista a construção do novo pavilhão de desportos.
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