
400 alunos pedalaram até ao Jardim Oudinot
A comunidade escolar da freguesia de Esgueira, abraçou a 21.ª edição do “Cicloturismo Agrupamento de Escolas de Esgueira 2026”, uma iniciativa integrada no Plano Anual de Atividades e no Desporto Escolar, que voltou a juntar centenas de alunos, professores, funcionários e encarregados de educação num dia dedicado à atividade física, ao convívio e à promoção da mobilidade sustentável.
O passeio teve início pelas logo de manhã, junto ao portão traseiro da Escola Básica e Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima, seguindo em direção ao Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, onde decorreram várias atividades desportivas, entre elas futsal, voleibol, basquetebol, ténis, caminhada e canoagem.
Ao longo do percurso, que atravessou Aveiro e Ílhavo, os cerca de 400 participantes percorreram várias artérias da região sob acompanhamento das autoridades e com apoio logístico de diferentes entidades.
«Fazia falta uma atividade que nos unisse»
A organização esteve a cargo do Grupo de Educação Física do Agrupamento de Escolas de Esgueira, coordenado por António Barata, tendo como principal objetivo «incentivar hábitos de vida saudáveis e sensibilizar a comunidade escolar para a utilização da bicicleta enquanto meio de transporte sustentável e prática regular de exercício físico».
Em declarações ao Diário de Aveiro, no Jardim Oudinot, a diretora do agrupamento, Maria Teresa Pires, destacou o simbolismo da iniciativa e a importância de reforçar o espírito de união entre toda a comunidade escolar. «Esta é uma atividade que já existe há vários anos no agrupamento. Surgiu ainda na altura em que éramos apenas a Escola Secundária Homem Cristo/Magalhães Lima e, ao longo do tempo, foi sendo alargada aos restantes ciclos de ensino. No entanto, por vários motivos, nomeadamente devido ao impacto da pandemia, acabámos por interromper esta iniciativa», introduziu.
Segundo a responsável, o regresso do cicloturismo foi encarado como uma oportunidade de revitalizar a identidade do agrupamento. «Sentíamos que fazia falta uma atividade que nos galvanizasse, que nos unisse e que reforçasse a identidade do agrupamento. Este ano, o Grupo de Educação Física voltou a propor a atividade no Plano Anual e, no Conselho Pedagógico, validámos e apostamos nessa proposta», afirmou.
Escola para além da sala de aula
Maria Teresa Pires sublinhou ainda a forte adesão dos alunos e o ambiente vivido durante todo o dia. «Hoje tivemos também a sorte de ter um excelente dia, com ótimo tempo, e a adesão foi muito positiva. Os alunos participaram de forma muito divertida e responsável, o percurso correu bem e sente-se verdadeiramente o espírito de agrupamento, que é precisamente o mais importante neste tipo de atividade», referiu.
A diretora considera que este tipo de iniciativas é fundamental no contexto educativo atual. «Cada vez mais, a escola acontece fora da sala de aula, e tem de acontecer. As aprendizagens que fazemos na escola são aprendizagens para a vida. Estamos a preparar os alunos para o futuro e para a vida ativa», afirmou.
Além da vertente desportiva, a atividade permitiu trabalhar diferentes competências junto dos alunos. «Uma atividade de cicloturismo permite trabalhar conceitos básicos de mecânica, física, matemática, economia, civismo, cidadania e trabalho em grupo», salientou.
Os dias que antecederam o evento foram marcados pela expectativa dos estudantes e pela complexa preparação logística. «Houve também muita ansiedade na preparação, porque movimentar um grupo tão grande de alunos implica uma responsabilidade enorme. Tivemos o apoio fundamental de várias entidades, como a PSP, a GNR e as câmaras municipais de Aveiro e Ílhavo», explicou.
Durante o percurso, a diretora destacou o ambiente de entreajuda vivido entre os participantes. «Esse é precisamente o espírito que queremos promover no agrupamento. Tenho a ambição de que os alunos sintam essa união e colaboração entre si, que percebam que estão cá uns pelos outros», disse.
«Ao longo do percurso fui dizendo várias vezes que isto não era uma competição. O objetivo era todos chegarmos juntos ao Jardim Oudinot. Não havia ultrapassagens nem rivalidades. Eles iam conversando entre si, ajudando-se mutuamente e convivendo de forma muito saudável», acrescentou.
No final, Maria Teresa Pires deixou em aberto a continuidade da iniciativa nos próximos anos. «Se depender de mim, é para repetir e para melhorar ainda mais», concluiu.











