Águeda quer reforçar Equipas de Intervenção Permanente
O vice-presidente da Câmara de Águeda, Edson Santos, defendeu, num encontro com o ministro da Administração Interna, Luís Neves, a necessidade de reforço das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) - que são grupos profissionais de bombeiros de atuação em ações de socorro rápido -, apontando para desigualdades entre corporações, defendendo que, «ao invés de ser definido pelo número de população, deve ser pela área territorial e pela diferenciação do risco, porque a equidade não é tratar de forma igual o que é profundamente diferente», disse.
Em comunicado, a autarquia de Águeda refere que Luís Neves «concordou com o princípio apontado de que “o que é desigual deve ter tratamento diferenciado e o que é igual deve ter tratamento igual”», reforçando a importância de «políticas ajustadas às realidades específicas de cada território».
No “Roteiro de Proximidade com os bombeiros”, em que participaram Luís Neves, assim como com o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, e representantes das corporações de bombeiros e da proteção civil, o autarca disse que Águeda «conjuga uma forte componente urbana, uma vasta área industrial e uma exigente mancha florestal, onde predomina a monocultura do eucalipto», o que implica «maior risco e desafios acrescidos», exigindo «preparação, competência e eficácia».
Autarquia quer mais
viaturas e obras na GNR
Edson Santos apontou, ainda, para a necessidade do reforço de viaturas na corporação de os Bombeiros de Águeda e da região, no âmbito de futuros programas nacionais ou comunitários, e a urgência na concretização do projeto de videovigilância urbana, atualmente pendente de autorizações. «A segurança das populações não pode ficar refém de excessos burocráticos», afirmou.
Edson Santos deixou um apelo ao ministro para apoiar a realização de obras urgentes no quartel da GNR da sede do concelho, «com problemas estruturais agravados após episódios recentes de mau tempo, e no reforço dos meios para bombeiros e proteção civil, entre equipamentos, viaturas, infraestruturas e formação, e nas cinco Unidades Locais de Proteção Civil.












