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Oliveira do Bairro apresenta a sua “alma” em Rota de Arte Urbana

Obras na cidade e pelas freguesias contam uma história e estórias que forjaram a identidade local, convidando à fruição do território

O concelho de Oliveira do Bairro contém tesouros de Arte Urbana que, pela diversidade e expressividade, têm o potencial de maravilhar os amantes dessa forma de arte. Pelo concelho, as obras remetem para vivências pessoas e coletivas que definem uma comunidade, seus sentires e aspirações.

Destaque para as criações de António Conceição, presentes em vários pontos do território. Desde logo, para as «As Gentes da Terra», mural no centro da Palhaça, que homenageia as gentes e tradições desta vila, mostrando três grandes marcas da freguesia: a evolução da Feira da Palhaça, a procissão de São Pedro e a famosa lenda da Fonte “Bebe e Vai-te”.

Junto à rotunda da Mamora, na Mamarrosa, a sua obra “Lenda da Mamarrosa», evoca o cavaleiro estrangeiro que perguntou a mãe local o nome da terra, ouvindo-a dizer à filha bebé “Mama, Rosa”. E assim terá nascido o nome da hoje vila.

António Conceição ainda tem, na zona industrial de Oiã, um mural a enaltecer a identidade industrial da região, destacando os sectores que marcam a sua história e evolução: a cerâmica, a metalurgia e a indústria de moldes. É uma representação visual da força e da importância do trabalho industrial.

Ainda perpetua a memória do Visconde de Bustos, António Duarte Sereno, figura icónica e identitária da vila, junto à Radiolânida – Museu da Rádio, assim como o torreão do seu palacete, construído em 1906. E, num trabalho de parceria com Sandra Ferro, a sua arte também está presente no Parque dos Pinheiros Mansos, em Oliveira do Bairro.

O artista Bordalo II criou, com material reciclado, uma “Cegonha” de braços abertos, instalando-a na Rua do Foral, em Oliveira do Bairro, para retratar a arte de bem receber das gentes do concelho. Saliente-se que o Coletivo Nora conta com três obras no acervo concelhio de Arte Urbana: uma em instalações sanitárias na capital do território, o mural “Barrium” na entrada poente da cidade, homenageando as gentes locais e as suas tradições agrícolas e industriais, e, em Bustos, o mural Parque Infantil, que exalta a relação entre as crianças e os jogos que antes se jogavam e que cada vez mensos se jogam.

A “Alma Bairradina”, de Steven Marques, está em Oiã, na Rua do Colégio, e, criada para assinalar a festividade “Festa da Flor”, nasceu da inspiração do artista com a cultura e a história da região bairradina.

“O Leitão e o Espumante” não podiam faltar nesta rota. Perto da Junta de Freguesia de Oliveira do Bairro, o painel de azulejo é uma criação de Amílcar Ferreira, tendo sido uma iniciativa e responsabilidade da Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada. Em 90 metros quadrados, está representado todo o processo de produção e confeção do leitão.

De Lara Roseiro, o painel de azulejos “O Património Cultural da Bairrada ligado à Música Tradicional” apresenta, em 70 metros quadrados, três figuras que remetem para o tema do Museu de Etnomúsica da Bairrada, no Troviscal, onde está implantado. Cada personagem representa a música ou etnografia da região: os seus instrumentos musicais, os seus trajes e os seus objetos artesanais, bem como as suas tradições.

A obra sem título de Ratu & Zooter, em Oliveira do Bairro, retrata o Rio Cértima e os arrozais, plantados ao longo da sua margem, bem como a cerâmica, uma das principais indústrias do concelho. Zooter tem a obra “OBSC” na fachada da sede do Oliveira do Bairro Sport Clube.

Maio 14, 2026 . 09:30

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