
Investigação da UA deteta elevada contaminação em botos em Portugal
Os Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) detetaram níveis elevados de poluentes orgânicos persistentes (POPs) em botos arrojados em Portugal, uma espécie classificada como “Criticamente em Perigo” pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental. Altamente tóxicos, estes contaminantes degradam-se muito lentamente e acumulam-se nos organismos vivos, representando uma ameaça séria para espécies marinhas vulneráveis como o boto (Phocoena phocoena).
A população de boto, mamífero marinho que habita a costa portuguesa, ocupa o topo da cadeia alimentar, o que a torna particularmente suscetível à bioacumulação de substâncias perigosas, como os POPs. Estes poluentes foram amplamente utilizados na indústria e na agricultura antes de serem banidos no século passado. No entanto, devido à sua persistência, continuam a circular nos ecossistemas durante décadas, permanecendo no ambiente e nos tecidos dos animais.












