
O Rali de Portugal continua a ser um catalisador de memórias
A habitual tranquilidade de Chãs, onde o som do vento e das aves é banda sonora diária dos menos de 100 habitantes daquela localidade rural do concelho de Águeda, deu, ontem, lugar ao frenesim da 59.ª edição do Rali de Portugal. As ribanceiras de Chãs deixaram de pertencer à paisagem para serem ocupadas por uma moldura humana vibrante e carregada de memórias.
«O rali antigamente é que era». Esta foi uma frase ouvida, vezes sem conta, ao longo da tarde, nas conversas que se cruzavam na Zona Espetáculo do antigo IP5, com os mais saudosistas a recordar histórias de outros tempos, falando de pilotos, carros e acontecimentos como se estivessem a ler um compêndio da competição.
Alberto Barreiros, de 54 anos, é um bom exemplo de quem vive intensamente o mundo dos ralis. “Veterano das serras”, recorda com um sorriso os “esquemas” de infância para não falhar uma prova. «Desde os 6 anos que vejo o rali. Ainda agora estava a contar à minha namorada que os meus pais pediam atestados médicos, para mim e para o meu irmão, que temos 13 meses de diferença, e ia com o meu pai e um amigo dele ver o rali», recorda com nostalgia
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