
Rejeitada a extração de inertes no Barro do Moleiro
A Assembleia Municipal de Anadia aprovou, por unanimidade, uma moção de rejeição ao pedido de uma empresa de um concelho vizinho para a prospeção e a extração de inertes na zona designada por Barro do Moleiro. Esta decisão contou com o voto favorável de todos os grupos municipais: Anadia Primeiro (PSD/ /CDS), PS, Chega e ainda da deputada única eleita pelo movimento Sempre Pela Nossa Terra.
Em nota de imprensa, a câmara salientou que o plenário manifestou «a sua total oposição ao pedido de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de caulinos, areias siliciosas e outras argilas especiais».
Sublinhou que «tal pretensão não salvaguarda de forma adequada os interesses ambientais, territoriais, económicos e sociais do concelho, nem assegura a devida proteção das populações diretamente afetadas».
O pedido para a prospeção e extração de inertes nas freguesias de Avelãs de Cima, Moita e a União de Freguesias de Arcos e Mogofores tinha sido realizado pela empresa Simões Sá Pereira, S.A.,de Águeda.
Pedro Esteves, líder da assembleia, considerou necessário defender, junto das entidades competentes, «a não viabilização do pedido, em nome da proteção do ambiente, dos recursos hídricos, da atividade agrícola, da paisagem, da saúde pública e da qualidade de vida das populações».
Já Jorge Sampaio, presidente da câmara, sublinhou que este tipo de explorações «acarreta aspetos negativos, com grandes impactes ambientais, sociais e na saúde das pessoas».











