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Águeda fecha 2025 com contas positivas e dívida quase nula

Relatório de Gestão do município regista excedente financeiro, baixa dívida e reforço de investimento, mantendo estabilidade orçamental e cumprimento célere nos pagamentos a fornecedores

O município de Águeda encerrou o exercício de 2025 com um resultado líquido positivo superior a 1,02 milhões de euros e um endividamento bancário residual de apenas 33 mil euros, segundo o Relatório de Gestão e Prestação de Contas, aprovado por unanimidade em reunião extraordinária do Executivo realizada a 23 de abril.

Gestão de “referência”

De acordo com o comunica­do da autarquia aguedense, o re­sultado económico é resulta­do de uma gestão estável e efi­ci­ente. «Os indicadores financeiros revelam uma situação de elevada estabilidade, com rácios positivos de autonomia financeira e liquidez geral, bem como uma gestão de tesouraria considerada eficiente. O prazo médio de pagamento a fornecedores fixou-se nos 14 dias, um valor classificado como “de refe­rên­cia” pelo executivo municipal».

O presidente da câmara de Águeda, Jorge Almeida, sublinha a robustez dos resultados alcançados, defen­den­do que refletem uma política de gestão consistente. «Uma gestão muni­cipal rigorosa, capaz, equili-bra­da e muito positiva», afirmou.

O autarca destaca ainda a capacidade de conciliar contas equilibradas com políticas de apoio direto às famílias. «Importa lembrar que alcançamos estes resultados mantendo uma política fiscal favorável, abdicando de receita de IRS e aplicando a taxa mínima de IMI, em benefício direto dos nossos munícipes», referiu.

Também o vice-presidente da autarquia e responsável pelo pelouro da Gestão Económica e Financeira, Edson Santos, reforça a leitura positiva do relatório. «Este relatório confirma uma trajetória de rigor e sustentabilidade na gestão do município. Conseguimos reforçar a receita, controlar o endividamento e, simultaneamente, aumentar o investimento em áreas estratégicas», afirmou.

Apesar da dívida efetiva reduzida, o comunicado do município aguedense afirma que «mantém uma capacidade de endividamento de 16,8 milhões de euros, o que garante margem de manobra para projetos futuros e para o acesso a financiamento externo, incluindo fundos europeus».

Investimento orçamental em crescimento

Em 2025, o investimento municipal aumentou cerca de 5,9 milhões de euros face ao ano anterior, com destaque para obras de pavimentação e repavimentação, intervenções nas freguesias e requalificação de estabelecimentos escolares.

A execução orçamental situou-se nos 72,69% na receita e 73,05% na despesa, refletindo um aumento da atividade municipal em termos globais.

Segundo Jorge Almeida, o aumento da despesa está associa­do a fatores externos e estruturais. «Houve um acréscimo significativo nos custos com bens e serviços, muito associado ao aumento dos preços dos materiais, à descentralização de competências na área da Saúde e aos encargos com resíduos», explicou. Ainda assim, garantiu que «isso não comprometeu o equilíbrio financeiro nem a capacidade de investimento do município». O autarca reconhece também dificuldades no setor da construção, com impacto na execução de obras. «Existem constrangimentos relevantes, como a falta de mão-de-obra qualificada e a volatilidade dos preços, que têm provocado atrasos nas empreitadas. É uma realidade que se verifica em todo o país», referiu.

Abril 29, 2026 . 09:45

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