
Vem aí o Passaporte Digital do Produto com as empresas na expectativa
O Passaporte Digital do Produto (DPP, sigla relativa à língua inglesa) está a chegar, mas empresas e entidades do setor produtivo falam em «incógnitas» que permanecem e em prováveis condicionamentos regulamentares dos processos de fabrico.
Integrado no Regulamento de Ecodesign para Produtos Sustentáveis (ESPR) da Comissão Europeia, o DPP é anunciado como «uma das mudanças regulatórias mais relevantes para a indústria na presente década».
Com implementação total prevista para os anos 2027-2028, o Passaporte Digital avançará «de forma faseada», visando «reforçar requisitos de rastreabilidade, transparência, acesso a informação fiável e preparação para novas obrigações de mercado». E o ESPR é percecionado a nível europeu como uma «peça central da estratégia» para o fabrico de «produtos mais sustentáveis e circulares».
O edifício ATLAS, em Aveiro, acolheu ontem uma sessão sobre a implementação do DPP, organizada pela firma de consultoria “Aliados Consulting”, de Santo Tirso, que cria «soluções que impactam o mundo».
Com alguns parceiros, nomeadamente com o INESC-TEC (que se dedica à investigação científica e ao desenvolvimento tecnológico, agregando a Academia e as empresas), tem em funcionamento uma plataforma de ensaio que visa informar as empresas, designadamente as PME’s (Pequenas e Médias Empresas), sobre o Passaporte Digital do Produto e como a ele aderir.
No primeiro painel do evento, Carolina Cabral, do Departamento de Ambiente da Grestel, empresa de produtos cerâmicos, de Vagos, vincou ser «uma incógnita ainda» perceber o que será exigido ao seu setor, realçando, porém, que não serão previsíveis dificuldades de maior em termos de rastreamento dos produtos – a sua firma já dispõe de dados internos nesse domínio.
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