
PS acusado de “invadir” obra da câmara de Aveiro
«Será que, por se ser político, se tem acesso à entrada de forma livre, espontânea, sem qualquer tipo de aviso? Ou houve alguma autorização prévia por parte da câmara?», perguntou Óscar Ratola Branco. O presidente da Junta de Freguesia de Santa Joana e membro da Assembleia Municipal (AM) afeto à coligação PSD/CDS-PP/PPM aproveitou o período de antes da ordem do dia (PAOD) da última sessão da AM, que se realizou na passada segunda-feira à noite, para “apontar o dedo” ao facto de, recentemente, os deputados municipais do Partido Socialista (PS) terem visitado sem autorização do dono da obra - leia-se município de Aveiro - o que «está em decurso» na escola EB1 de Solposto, em Santa Joana.
«As obras têm dono e as regras são para cumprir»
«Há uns dias foi invadida por pessoas estranhas à obra, não identificadas, sem qualquer tipo de EPI [equipamentos de proteção individual], de segurança», disse Óscar Ratola Branco. Na sua ótica, «numa altura em que se fala em Constituição [da República Portuguesa] e em regras por e para cumprir, não é só invocá-las. É preciso praticá-las». «As obras têm dono e as regras são para cumprir», defendeu.
Ainda no PAOD, Luís Souto Miranda, por sua vez, não demorou muito tempo trazer o assunto, de novo, “à baila” e a repudiar o que aconteceu relativamente a esta empreitada camarária. «Anda aqui um afã de visitas e de atividades. Estão tão vivos, tão ativos que visitam obras sem autorização do dono da obra», ironizou o autarca aveirense, completando: «Tenham calma! Façam a vossa oposição, mas tudo direitinho. Organizem-se para cumprir as regras».
«Intervenção no limiar da ameaça»
Esta «intervenção no limiar da ameaça à oposição», como viria a ser descrita, minutos depois, pela líder do Grupo Municipal do PS, levou a própria a pedir a palavra «para fazer um protesto».
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