
Ponte desativada insegura está aberta de um lado
A Comissão Política Concelhia do PS de Aveiro diz, em comunicado, que a antiga ponte de Cacia, desativada há mais de 20 anos e em risco de ruína iminente, é «um perigo para a segurança pública». Embora se encontre sinalizada com «sinais de perigo e de aviso», para que não seja usada, «continua a ser um local de “atração”». No comunicado, contudo, o PS não se refere ao facto do acesso à ponte estar impedido apenas de um dos lados, uma vez que na margem oposta a entrada no tabuleiro não tem qualquer impedimento.
Os socialistas visitaram outros locais da freguesia e têm tentado obter resposta do executivo da Aliança (PSD-CDS) que preside à junta para se encontrar soluções junto da Câmara Municipal de Aveiro, mas «sem qualquer resposta.
Obra não está parada
Na Rua Tomás de Aquino, o PS diz que se encontra «parada há mais um ano» a obra de substituição da conduta principal do sistema de drenagem de águas residuais da cidade de Aveiro, mas o Diário de Aveiro verificou ontem que os trabalhos se encontram em curso. A AdRA acrescenta que «os trabalhos nunca estiveram realmente parados». Sobre o atraso na obra, a AdRA admitiu ontem ao Diário de Aveiro que «a programação inicial previa a execução dos trabalhos ainda em 2025», o que não foi possível cumprir devido a «múltiplas infraestruturas enterradas previamente desconhecidas e das condições climatéricas excecionais verificadas no final do ano passado e no primeiro trimestre do corrente ano». A empresa acrescenta que «no final da intervenção, os arruamentos afetados serão objeto de repavimentação integral».
Quanto à Rua da Paz, um acesso a «um dos mais importantes núcleos industriais da freguesia, a degradação acentuada do pavimento, falta de sinalização horizontal, problemas no escoamento de águas pluviais e ausência de passeios», revela «total negligência por parte da câmara. Também é um acesso a lugares da freguesia, «o que intensifica a utilização da via que deveria ser alvo de mais atenção e de uma intervenção profunda». Sobre os acessos aos terrenos agrícolas, paralelos à A25, «ficam completamente inundados quando chove, por falta de rede de escoamento das águas, impedindo a passagem da população que cultiva as terras e tem animais no campo». Sobre estes dois assuntos, o Diário de Aveiro questionou ontem a câmara, mas não obteve resposta.
Margem do Rio Vouga
Quanto à «requalificação da margem esquerda do rio, da responsabilidade da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA)», os socialistas dizem que esta obra irá aumentar o nível das águas e invasão dos campos agrícolas em época de cheias e, como consequência, provocará uma «ausência de entradas no rio para coletividades de remo e canoagem sediadas no local».
O Diário de Aveiro apurou junto da CIRA que este acesso aos clubes está a ser tratado no sentido de adaptar as intervenções às necessidades das coletividades, no âmbito desta empreitada, em articulação com a câmara e Junta de Freguesia de Cacia.













