
Contas de Ribau Esteves ainda a votos na Assembleia
As contas da Câmara de Aveiro relativas do ano passado, até ao mês de outubro da responsabilidade da presidência anterior, de Ribau Esteves, serão debatidas e votadas pelas bancadas partidárias, na reunião da Assembleia Municipal marcada para o próximo dia 13. Serão aprovadas dada a maioria PSD-CDS naquele órgão, que apoia o executivo camarário, além do Chega, cujo vereador Diogo Machado, já votou a favor. Também na Câmara, os quatro vereadores do PS abstiveram-se, alegando tratar-se de um «documento muito extenso e denso, cuja leitura é morosa, absolutamente impossível formular um juízo bem informado» para ser analisado em 48 horas, o tempo decorrido entre a entrega das contas e a hora da reunião de Câmara que debateu e votou as contas, no passado dia 2.
Com um orçamento de 218,2 milhões de euros para 2025, a execução global de despesa situou-se nos 88,1 milhões de euros e a receita cobrada líquida nos 139,5 milhões de euros; obteve um resultado operacional positivo de cerca de 27 milhões de euros e uma redução da dívida em cerca de 2,1 milhões de euros (menos quatro por cento face a 2024), fixando-se nos 56,5 milhões de euros. O rácio de endividamento desceu para 0,69, «confirmando uma trajetória consistente de melhoria da capacidade financeira do município», segundo comunicado da Câmara.
Chega critica mas vota a favor
A execução da despesa de capital atingiu os «31,8 milhões de euros dos 158 milhões, «que o anterior presidente destinou em investimento», concretizando «30 de 150 milhões, um quinto», criticou o vereador do Chega, apesar de votar a favor. Neste ponto, Luís Souto respondeu que «uma coisa é o previsto...», apontando para «constrangimentos», como a falta de mão de obra, materiais e processos judiciais que atrasam ou impedem o arranque de obras.
Sobre o saldo de gerência transitado para 2026, de 51,4 milhões de euros, a Câmara justifica com «constrangimentos na execução de fundos comunitários e nos processos de contratação pública, mantendo-se», tratando-se de um valor «totalmente afeto aos investimentos previstos nas grandes opções do plano». Diogo Machado não faz esta leitura e diz que «uma Câmara não existe para ter dinheiro no banco, para render, é para investir e pagar despesas».
Luís Souto não defende Ribau Esteves
Com o PS fora deste debate, o vereador do Chega criticou o orçamento «hiper inflacionado», de 2025, «aprovado para ano de eleições autárquicas e traduziu uma manobra eleitoralista», mas Luís Souto não comentou esta declaração. Nem quando Diogo Machado disse que Ribau Esteves seguiu uma «estratégia que privilegiou a imagem e a propaganda em detrimento dos resultados concretos». Mas disse que o relatório das contas «não diz respeito na sua maior parte à vigência deste executivo», mas disse que o assume.
Contudo, o Chega elogia o «reequilíbrio financeiro», a capacidade de endividamento e as «contas limpas», mas contrapõe com a taxa global das “Grandes Opções do Plano” (GOP) que definem a estratégia de investimento e atividades, de 27,6 por cento em 2025, «ou seja, por cada 100 euros que o anterior executivo disse que ia investir nesta cidade apenas investiu 27, mas os aveirenses pagaram impostos para que arrecadasse 100».
Luís Souto não prevê mudanças, dada a «falta mão de obra e de materiais», por isso admite que alguns projetos vão «”cair” por não haver condições de os cumprir», sem indicar quais.










