
Biblioteca de Arouca foi renovada com investimento de quase meio milhão
A câmara de Arouca apresentou, recentemente, a renovada biblioteca municipal, que foi objeto de um investimento de 428.725,37 euros, com comparticipação comunitária no valor de 230.000 euros. A obra incluiu a substituição da cobertura e dos vãos, a requalificação de paredes interiores e exteriores e a criação de uma nova área destinada ao alargamento do fundo bibliográfico.
Foram ainda realizadas melhorias em espaços interiores, colocadas novas estantes, um arquivo compacto, mobiliário e equipamentos de digitalização, nomeadamente scanners para a valorização do fundo local.
Margarida Belém, a presidente da câmara, reafirmou o «compromisso» do seu executivo «com a cultura, com o conhecimento, com as pessoas e com o futuro» do concelho. Sublinhou que «as bibliotecas são um lugar de cultura, de liberdade, de tolerância, de paz e de afeto». Também «espaços de cidadania onde todos pertencem sem distinção».
Recordando que o equipamento está inserido no conjunto monumental do Mosteiro de Santa Maria de Arouca, a autarca disse que o governo local mantém o objetivo de «relançar o mosteiro como âncora do desenvolvimento cultural e turístico».
Aproveitou as presenças de Alberto Santos, secretário de Estado da Cultura, e do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, Álvaro Santos, para realçar a necessidade premente de se avançar com a 2.ª fase de intervenção no antigo espaço monástico, com a requalificação do Museu de Arte Sacra e a criação do Museu da História de Arouca. Realçando a necessidade de financiamento comunitário, enfatizou que o município «tem sido exemplar na utilização dos fundos europeus».
Alberto Santos acentuou que «uma biblioteca é uma das formas mais sérias que a democracia tem ao seu dispor para se levar a sério a si própria», com nota de que «a rede nacional de bibliotecas públicas é uma das fortes afirmações da democracia portuguesa».
O secretário de Estado da Cultura sublinhou que «a leitura desarruma as obediências fáceis», precisando que «a ficção obriga-nos entrar na pele do outro», que «o ensaio ensina-nos que a realidade é muito mais difícil do que a propaganda» e que «a poesia devolve rigor à linguagem quando a retórica pública se degrada».
Assinalando que «o desenvolvimento regional não se faz apenas com infraestruturas físicas ou investimento económico direto», o presidente da CCDR do Norte vincou que o progresso também resulta «de pessoas mais qualificadas, mais informadas e mais participativas».
Álvaro Santos disse que bibliotecas como a de Arouca «assumem um papel absolutamente central contra a superficialidade, a desinformação e a fragmentação do conhecimento».











