
Juiz da mordomia por promessa à avó
Diário de Aveiro: O que o levou a assumir a mordomia?
Miguel Costa: Há anos que dizia que um dia haveria de fazer a festa da minha aldeia. O ano passado fiz 40 anos e realizei vários objetivos pessoais, este era um deles. Mas tudo surgiu no ano passado, durante o almoço no domingo de Páscoa. A minha avó disse que há anos que ninguém da família fazia a festa, e ela tinha gosto em voltar a viver essa memória. Para além da família mais próxima, estavam alguns amigos sentados à mesa, que disseram prontamente que podia contar com eles. A conjugação de vários fatores fez com que avançássemos para este desafio. Será uma honra para mim poder realizar a procissão tendo ao meu lado as pessoas que, ao longo do ano, me apoiaram nesta caminhada. Desde logo, devo referir a minha avó, a minha filha, os meus pais, e outra pessoa muito especial também. Foram o meu suporte. Só com elas todo este caminho final fará sentido, para, na segunda-feira, depois da procissão, possa dizer que a minha missão está cumprida.
Defende o valor deste tipo de festividades?
Sim, claro. Este tipo de festividades, para além de aproximar as pessoas da igreja, cria laços entre quem se dedica o ano todo à sua realização. Esta comissão é o exemplo disso mesmo. Pouca gente de Mataduços nos conhecia quando fomos receber o ramo, e hoje, com a convivência, domingo após domingo, na missa e no bar da comissão, já nos chamam pelo nome. Conhecemos muita gente nova, demo-nos a conhecer, fizemos muitos amigos e para nós isso é muito importante.
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