
ACAPO celebra o talento com dia aberto a comunidade
A Delegação de Aveiro da ACAPO assinalou o primeiro aniversário da Equipa Técnica do Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência e Incapacidade (CAARPD), com a realização de um Dia Aberto dirigido à comunidade.
A data marca um ano desde o início oficial da atividade da equipa técnica, a 1 de abril do ano passado, desde então, o centro tem vindo a desenvolver e reforçar a missão de um trabalho contínuo de apoio, capacitação e promoção da inclusão de pessoas com deficiência e incapacidade, bem como das suas famílias.
Atualmente, a Delegação de Aveiro da ACAPO presta apoio a 59 pessoas em diferentes áreas de intervenção, tendo como objetivo alargar essa resposta até às 75, refletindo a ambição de crescimento da instituição.
O programa das comemorações incluiu, durante a manhã, uma ação de sensibilização e informação dinamizada pela equipa técnica do CAARPD, seguida, à tarde, por uma mostra de talentos protagonizada por utentes e associados, com apresentações nas áreas da música, poesia e trabalhos manuais.
Utentes contentes e satisfeitos
Em declarações, o presidente da Delegação de Aveiro da ACAPO, Carlos Pereira, destacou a importância do momento, sublinhando o impacto positivo do trabalho desenvolvido ao longo do último ano. «Tem sido um ano muito importante, tem sido um ano muito gratificante», afirmou, acrescentando que «é um gosto, é uma alegria para nós estar de casa cheia e com os nossos parceiros contentes e satisfeitos».
O responsável evidenciou ainda a evolução dos utentes acompanhados pelo centro. «É muito gratificante vê-los com capacidades muito mais desenvolvidas, com a possibilidade de andar na rua», referiu, salientando que «os nossos utentes estão cada vez mais satisfeitos e integrados na sociedade, que é aquilo que é a nossa causa».
Sobre o percurso até à concretização do CAARPD, Carlos Pereira explicou que o projeto resulta de um trabalho desenvolvido ao longo de vários anos. «Foi o culminar de um projeto que já vem de há muitos anos», disse, recordando que a abertura do centro representou «o culminar da preparação que permitiu disponibilizar este serviço à comunidade» afirmou.
Portas abertas e superar barreiras
Durante a tarde, a mostra de talentos procurou demonstrar as capacidades das pessoas com deficiência visual. «É mostrar um bocadinho às pessoas que podemos fazer coisas como qualquer cidadão», afirmou Carlos Pereira, referindo-se à participação dos utentes em atividades culturais e artísticas, apontando como prioridade reforçar a equipa técnica, nomeadamente com a integração de um terapeuta ocupacional.
O responsável deixou ainda um apelo à comunidade. «Alguém que tenha uma pessoa com cegueira ou baixa visão na família deve-nos contactar, porque nós, de alguma forma, iremos conseguir ajudar», garantiu. |











