
Ser trans é viver entre o silêncio e a liberdade de ser
Ao longo dos anos, Gabriel Figueiredo, natural da freguesia do Luso, na Mealhada, ensaiou em silêncio uma vida onde finalmente se vai reconhecendo ao espelho. Hoje, no Dia Internacional da Visibilidade Transgénero, a sua história cruza-se com a de Yasmine Sofia, de Ovar, num retrato de duas transições de género diferentes, marcadas por idades, contextos familiares e tempos de aceitação também distintos.
Os desafios de assumir a própria orientação
O caminho de Gabriel Figueiredo mudou quando descobriu os procedimentos de transição de género, depois de anos desconhecer a disforia de género, situação em que a sua «identidade de género como homem não correspondia ao sexo feminino que lhe foi atribuído e registado no assento de nascimento», como explica a Associação ILGA Portugal, e acreditar que era «uma rapariga que gostava de outras raparigas», recordou o próprio. Por volta dos 12/13 anos, o mealhadense percebeu a sua orientação sexual, mas só a assumiu publicamente antes de atingir a maioridade.
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