
Inteligência Artificial é revolução que pede força laboral com sentido crítico
A Inteligência Artificial (IA) não fará uma razia em termos de eliminação de postos de trabalho, ainda que peça a requalificação da força laboral, salientou ontem, na Casa da cultura de Ílhavo, Luís Guerrinha, diretor do Centro de Emprego e Formação Profissional de Aveiro.
«São precisas cada vez mais pessoas, mas com sentido crítico, capacidade de análise e criatividade», afirmou, na abertura da 11.ª edição da Feira de Emprego e Formação “Safa-te”.
Recusando «alarmismo» quanto à perda de empregos, o responsável sublinhou, contudo, que a «revolução» da IA em curso «muda todos os processos de trabalho», pedindo «pessoas habilitadas» que, ao longo da vida, «aprendam a fazer diferente».
Vincou que a economia do concelho de Ílhavo tem-se mostrado capaz de «renovar a oferta de trabalho», com nota de que as empresas desaparecidas têm sido substituídas rapidamente por outras firmas.
A feira “Safa-te” é organizada pelo município, afirmando-se como «um importante ponto de encontro entre pessoas e oportunidades de emprego». Decorreu das 10 às 18 horas, juntando empresas entidades formadoras, instituições públicas, forças de segurança, forças armadas e agentes de proteção civil. Os visitantes puderam explorar três áreas distintas: o Espaço Emprego, o Espaço Formação e o Espaço Partilha.
Rui Dias, o presidente da câmara, salientou que, de há muito, o governo local ilhavense faz por «proporcionar» aos munícipes «as ferramentas adequadas e o conhecimento para o sucesso». O autarca dirigiu-se aos visitantes já presentes na abertura, às 10 horas, para vincar que o evento fazia convergir «o talento e as oportunidades» de o demonstrar.
Avisou, em especial, os jovens para os desafios do que chamou «um tempo novo», dominado pelas tecnologias digitais, com especial destaque para a Inteligência Artificial.
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