
Na reforma, ou perto dela, também se descobrem paixões
Numa das muitas mesas dispostas entre a “Casa do Flint” e o Tribunal Judicial de Vagos veem-se dezenas de cascas de ostras e de mexilhão que, pintadas e coladas umas nas outras, formam figuras, como barcos e flores. «Depois da reforma, como não tinha nada para fazer, lembrei-me de começar a fazer estas peças», diz-nos Hilário Teles, o homem por detrás da banca.
Natural de Ílhavo e residente em Vagos, o artesão de 71 anos tem dedicado os últimos seis anos a estas criações e às telas que pinta. Na sua arte há um denominador comum: o mar. «Está-me na veia, não me sinto bem se não o for ver todos os dias», conta Hilário, que foi nadador-salvador durante 25 anos. Sobre a importância deste tipo de eventos, o artesão autodidata acredita que são uma boa montra para mostrar o que se produz. «As pessoas não sabem dar valor ao artesanato, nem ao trabalho que dá ou por que é que se faz», lamenta.
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