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Na reforma, ou perto dela, também se descobrem paixões

A FaaVa - Feira de Artesanato e Antiguidades de Vagos regressou ontem ao centro da vila. Mais do que vender, artesãos destacam o valor emocional das peças que produzem

Numa das muitas mesas dispostas entre a “Casa do Flint” e o Tribunal Judicial de Vagos ve­em-se dezenas de cascas de ostras e de mexilhão que, pintadas e coladas umas nas outras, formam figuras, como barcos e flo­res. «Depois da reforma, co­mo não tinha nada para fazer, lembrei-me de começar a fazer estas peças», diz-nos Hilário Teles, o homem por detrás da ban­ca.
Natural de Ílhavo e residente em Vagos, o artesão de 71 anos tem dedicado os últimos seis anos a estas criações e às telas que pinta. Na sua arte há um de­nominador comum: o mar. «Está-me na veia, não me sinto bem se não o for ver todos os dias», conta Hilário, que foi nadador-salvador durante 25 a­nos. Sobre a importância deste tipo de eventos, o artesão autodidata acredita que são uma boa montra para mostrar o que se produz. «As pessoas não sabem dar valor ao artesanato, nem ao trabalho que dá ou por que é que se faz», lamenta.

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Março 23, 2026 . 09:45

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