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Em atualização: Cruz Vermelha estará a «assegurar o socorro como primeira linha» em Sever do Vouga

Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários continua irredutível. E também incontactável, apesar das várias tentativas da parte do Diário de Aveiro

Com mais de 80% dos operacionais a passarem à inatividade, incluindo os que também pediram a demissão com efeitos imediatos, entre os quais o comandante em regime de substituição Telmo Asensio e o adjunto de comando José Pereira, a corporação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sever do Vouga (AHBVSV) conta agora com cerca de 20 elementos no ativo. E, ao que o Diário de Aveiro (DA) apurou junto de uma fonte próxima da instituição, será a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) - ao que tudo indica, «através da delegação de Águeda, dada a proximidade geográfica» - que estará a «assegurar o socorro como primeira linha» no concelho de Sever do Vouga.

Elemento proposto para novo comandante foi hoje visto no quartel

De acordo com a mesma fonte, «no quartel, no lugar onde estava antes a ambulância do INEM, está agora uma da Cruz Vermelha [como se pode ver na foto]». Para além disso, Jorge Melo, que já foi proposto pela direção para assumir o cargo de comandante da corporação, foi visto hoje no quartel.

Até ao momento, e apesar de várias tentativas, inclusive ao longo de todo o dia de ontem, o nosso jornal não conseguiu falar sobre o assunto com a direção da AHBVSV, na pessoa do seu presidente Joaquim Macedo. Também tentámos chegar à fala com a CVP no sentido de confirmar a informação que nos foi adiantada esta tarde, mas sem sucesso.

Em declarações ao DA, a vice-presidente da câmara, Paula Coutinho, repetiu o que já havia dito à Lusa, garantindo que o socorro à população do concelho está assegurado. «A direção [da associação humanitária] garantiu-nos que o socorro estaria assegurado. A nossa preocupação maior é que o socorro esteja garantido», disse a autarca.

Paula Coutinho lembrou aos dois órgãos de comunicação social que a autarquia tem assumido um papel de mediador neste processo, uma vez que se trata de uma associação com os seus órgãos próprios e a sua gestão própria.

«O nosso papel foi de mediador para tentar que as coisas fossem a bom porto e tivemos diversas reuniões com ambas as partes para que isso acontecesse. Infelizmente, não deu grandes frutos, mas estamos atentos e acompanhar a situação, por forma a que não haja problemas maiores», referiu, esta terça-feira, à Lusa.

Já o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro, explicou que a primeira intervenção tem de ser garantida pelo corpo de bombeiros local, adiantando que pode haver um reforço das corporações dos concelhos vizinhos mediante a disponibilidade de cada uma.

«Se houver um incêndio urbano em Sever do Vouga, e for preciso reforço, Albergaria irá, se tiver capacidade e disponibilidade no momento para ir em reforço», esclareceu o responsável.

Março 17, 2026 . 17:08

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