
«Não há em Portugal nenhuma equipa com esta dimensão»
Diário de Aveiro: Como é que surgiu a ideia de criar a Love Tiles Cycling Sports Team?
Carlos Fernandes: Quando deixei de jogar à bola, um grupo de amigos convidou-me a andar de bicicleta. Até então, tinha pouca ligação às bicicletas, dava apenas umas voltas na brincadeira, mas, a partir daí, começou o “bichinho”. Quando vim trabalhar para a empresa (Love Tiles), houve um dia em que o Marco Mussini (presidente do Conselho de Administração da Gres Panaria Portugal), que é mesmo apaixonado pela modalidade, chegou ao pé de mim e disse-me que íamos fazer uma equipa de ciclismo amadora. E avançámos. Éramos poucos, idealizámos um equipamento que o pessoal gostou muito e começámos, também, a patrocinar provas amadoras de ciclismo. A partir daí, começámos a ter pessoal de fora, de todo o país e até do estrangeiro!
Foi rápido o crescimento da equipa?
Começámos a crescer de tal forma que, ao fim de dois/três anos, já tínhamos mais de 300 atletas. Não há em Portugal nenhuma equipa com esta dimensão.
Aquilo que começou por ser um grupo de amigos resultou, 11 anos depois, na maior equipa de ciclismo amadora do país…
Sim, é verdade. Já passámos os 800 inscritos, mas temos um patamar de 300 a 350 atletas que podem adquirir o equipamento.
Como é que reage quando, por vezes, se diz que, mais do que uma equipa de ciclismo, a Love Tiles Cycling Sports Team é um projeto comercial da empresa?
Sim, é verdade, nós também usamos o ciclismo como marketing. No lugar de patrocinarmos equipas profissionais, temos uma equipa de ciclismo. Hoje, há muita gente que, por causa do ciclismo, já sabe que a Love Tiles é uma empresa de cerâmica.

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