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Expropriações podem avançar para a estrada Aveiro-Águeda

A Câmara de Aveiro já tem o aval político para iniciar as expropriações de terrenos para a passagem do eixo viário até Águeda. Duas juntas de freguesia lançaram alertas

A Câmara de Aveiro obteve a aprovação da proposta que a­presentou à Assembleia Municipal para avançar com a expropriação de terrenos para a passagem do eixo viário Aveiro-
-Águeda que as duas autarquias pretendem construir. Com a aprovação da declaração de utilidade pública das parcelas necessárias à “Construção do Eixo Rodoviário Aveiro-Águeda”, a­vançará a expropriação de 487 parcelas, de 54 hectares, do lado de Aveiro. Foi aprovada por maioria, na noite da passada quarta-feira, com uma abstenção, a do Livre. Bruno Fonseca criticou a «urgência seletiva» e ainda perguntou: «a prioridade não era a habitação? Tem respaldo do PRR».

Financiamento e os lesados
Este processo tem duas questões essenciais: o financiamento e estas expropriações. Sobre o financiamento, o presidente da câmara, Luís Souto Miranda (PSD), não respondeu a João Sarmento, do PS, que perguntou sobre o «custo total», assim como quanto ao cronograma da obra. «E se não houver financiamento?», perguntou, sen­do que as expropriações dos terrenos de Aveiro custarão 4,6 milhões de euros. «Haverá financiamento», respondeu o presidente da câmara, garantindo que, nesta altura, é uma questão de acreditar, mas assume que é um «risco». «Confiamos, é um Governo de progresso e de realização», vincou.

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Fevereiro 27, 2026 . 08:30

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