
VIC recebe Samuel Coelho e o disco “Randomizer”
“Randomizer” nasce do processo de estudo e exploração técnica que acompanha o trabalho do músico há já algum tempo. No contexto do projeto I ERROR, ideias, fragmentos sonoros e experiências surgem como resultado da prática contínua com instrumentos e equipamentos eletrónicos. Esses elementos, inicialmente registados como esboços e experimentações, foram sendo arquivados até ganharem forma enquanto obra coerente.
O álbum transforma, precisamente, esse percurso invisível em composição estruturada, cruzando acaso e método, num trabalho onde a exploração sonora e o trabalho técnico se tornam matéria criativa.
Violinista e compositor com raízes na música clássica, mas com uma linguagem que cruza música erudita, experimental, concetual, eletrónica e improvisada, Samuel Martins Coelho tem colaborado, como compositor e diretor musical, em projetos de teatro, dança e cinema, assinando bandas sonoras apresentadas e distinguidas internacionalmente.
Segundo o músico, «“Randomizer” nasce do lugar onde passo mais tempo: a repetir, a experimentar, a afinar a escuta. Como músico, é aí - nesse tempo aparentemente invisível - que aprofundo a relação com os instrumentos e, no caso de I ERROR, com as máquinas eletrónicas. No meu dia a dia, o estúdio é um laboratório. O trabalho continuado com o “hardware” que fui juntando ao longo dos anos vai abrindo caminhos inesperados». E acrescenta: «enquanto estudo e exploro, aparecem ideias, sons que não estavam planeados, acidentes felizes. Fragmentos sem a ambição imediata de serem música. “Randomizer” é a transformação desse processo íntimo em disco. É o caderno de esboços que ganhou forma»










