
Recuperação das tempestades pode travar projetos já traçados
É um assunto de que ainda não se fala e constitui um tema que deputados e governantes não esperam que venha a constituir assunto, ou seja, a possibilidade de projetos e planos de investimentos traçados ficarem sem financiamento devido à necessidade de aplicação de verbas do Estado para recuperar as zonas mais afetadas pelo mau tempo.
Está assumido que a recuperação de empresas, habitações, restabelecimento das condições de vida, vias de comunicações, estruturas que suportam margens, sistemas hidráulicos, por exemplo, levarão, meses, nuns casos, ou anos, noutros, a repor, e consumirão quantias elevadas de dinheiro. Aliás, a contabilidade dos prejuízos ainda nem sequer terminou já que vão-se adicionando valores à medida que os dias passam quando se descobrem novos efeitos da sucessão de tempestades que atingiram, principalmente, o Centro do país.
PS contra
No caso de Aveiro, podem destacar-se dois investimentos de relevo, como a expansão do Hospital de Aveiro, que pode ultrapassar os 120 milhões de euros, e o eixo viário Aveiro-Águeda, que atingirá os 140 milhões de euros. Hugo Oliveira, deputado do PS e líder distrital de Aveiro do PS, não acredita que isso possa acontecer. «Espero que não, até porque há compromissos urgentes», referindo-
-se precisamente à ampliação do hospital. «Evidentemente não deve ser preterida em função de outros investimentos e, se isso acontecer, não verei com bons olhos», disse, ontem, ao Diário de Aveiro.
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