
1.500 figurantes fazem a festa perante bancadas com menos gente
É difícil, ao olhar para o céu, perceber se vai chover ou não. Muitos, ao início da tarde, devem ter feito esse exercício. Pelo sim pelo não, há quem venha munido de guarda-chuva. É o caso de um grupo de cinco seniores de Santa Comba Dão, que fez, pela terceira vez, quase cem quilómetros para assistir ao principal corso do Carnaval de Estarreja. «Viemos passear», diz uma das mulheres à entrada do recinto, depois de terem comprado bilhetes para a bancada. Uma mãe e uma filha da Murtosa também compram os ingressos na bilheteira sul, junto ao mercado municipal. «Já vimos há muitos anos», diz a mais nova. «Tomara que não chova».
Isabel vem de Oliveira de Azeméis vender pão, broa e regueifa no mercado de Estarreja todas as terças e sábados. Nos dias dos desfiles de Carnaval também não falta. Na sua banca à entrada do recinto ela e o marido vendem bolos de gema ou pipocas. «O negócio não é assim tão bom», assume, «mas ainda vendemos alguma coisa». No interior do Sítio do Carnaval há barraquinhas de cachorros-quentes, hambúrgueres, kebab, farturas e churros, onde o público se abastece antes do início do corso.
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