
PCP responsabiliza Câmara de Aveiro pelo caos nos transportes públicos em São Jacinto
A concelhia de Aveiro do PCP denunciou hoje o caos nos transportes públicos em São Jacinto, afirmando que os mesmos não funcionam “seja por condições meteorológicas adversas, seja pelas sucessivas avarias”.
Num comunicado divulgado na sua página na rede social Facebook, a concelhia do PCP diz que a freguesia ficou “completamente isolada em transportes coletivos” durante a depressão Kristin, por responsabilidade da Câmara.
“O ferry não navegou, as lanchas estiveram inoperacionais e pior, não circulou o transporte rodoviário entre Aveiro e São Jacinto”, refere a mesma nota.
Neste quadro, o PCP considera “perfeitamente inaceitável” a decisão de não se realizar o transporte alternativo rodoviário para São Jacinto, adiantando que esta decisão é particularmente questionável quando todas as outras freguesias e concelhos mantiveram a circulação de transporte.
Além do ferry elétrico Salicórnia, os comunistas referem que existem duas lanchas de transporte, mas ambas não são utilizadas, nomeadamente a Dunas de São Jacinto, que “nunca navegou”, e a Transria, que “apesar de ter sido construída e pensada para as más condições temporais do canal da ria, incompreensivelmente não navega por falta de investimento”.
O PCP exige uma solução célere para estes problemas, afirmando que a indignação na população de São Jacinto espelha “um sentimento de abandono e desigualdade”.
Questionado sobre este assunto, a Câmara remeteu para a resposta dada pelo presidente da autarquia, Luís Souto Miranda, a um munícipe durante o período de participação dos cidadãos na reunião pública do executivo municipal, realizada na quinta-feira, sobre o funcionamento do ferry-boat Salicórnia.
Na altura, o autarca reconheceu que o ferry “tem tido alguns problemas”, lembrando que a embarcação “tem limitações por questões de segurança a manobrar” em alturas de mau tempo.
Ainda assim, admitiu que tem de haver uma melhoria na parte da comunicação, adiantando que já avisou o concessionário no sentido da comunicação “ser muito clara e eficiente e [para que] as alternativas para quando o ferry não puder funcionar sejam de acordo com as necessidades daquela população”.













