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Município de Leiria compra casas pré-fabricadas para instalar desalojados

O autarca Gonçalo Lopes referiu que estas pessoas “ou estão em casas de familiares, ou estão em pavilhões, ou estão nas suas casas, mas em condições que não deviam estar”

O Município de Leiria vai comprar 13 casas prefabricadas para instalar desalojados, com um custo de cerca de meio milhão de euros, afirmou hoje o presidente, Gonçalo Lopes.

“Neste momento, temos em processo de contratação 13 casas, num montante aproximado de meio milhão de euros”, disse aos jornalistas Gonçalo Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está o centro de operações do município.

Após a reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil, o autarca explicou a necessidade de reforçar a assistência social, sobretudo na identificação dos desalojados.

“Atualmente, alguns permanecem em casas, mas com chuva intensa dentro das suas casas, e outros estão deslocalizados”, declarou, defendendo a necessidade de “encontrar soluções, não de curto prazo”, mas “soluções de médio prazo.

Nesse sentido, na terça-feira o município consultou “empresas para aquisição de casas prefabricadas, para serem instaladas o mais rápido possível, para poder acolher as famílias que estão em situação muito grave”.

Gonçalo Lopes referiu que estas pessoas “ou estão em casas de familiares, ou estão em pavilhões, ou estão nas suas casas, mas em condições que não deviam estar”.

Desde quarta-feira, quando Leiria foi atingida pela depressão Kristin, e até domingo, a autarquia tinha realojado 28 pessoas, em lares, numa estrutura numa coletividade e numa casa municipal na Barreira.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fevereiro 4, 2026 . 14:42

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