
«Está a aparecer trabalho até mais não»
Depois da tempestade, veio a reconstrução, que está a ser feita na medida do possível porque não há maneira de o mau tempo passar. Volvida quase uma semana, após o rasto de destruição deixado pela “Kristin”, Portugal ainda não acordou de um “pesadelo” que ficará na história. Para além das memórias de quem viveu de perto o terror da passagem da depressão, há todo um cenário desolador, sobretudo no centro do país, ao qual é impossível fechar os olhos.
Têm sido muitas as histórias partilhadas, entre as quais a de Fausto Manuel Andrade, um publicitário de 34 anos, que, nos últimos dias, ficou conhecido por ter deixado Águeda para trás, onde vive, e ter ido para o distrito de Leiria ajudar a reconstruir o que a tempestade destruiu.
Entrou, no sábado passado, num autocarro em São João da Madeira e chegou a Leiria munido de uma trotinete, uma mochila e um saco com ferramentas. Contou ao Diário de Aveiro que, «como as coisas estavam “meio paradas” na publicidade por estar a chover bastante e como vi que, depois da tempestade, as pessoas precisavam de ajuda para reconstruir as suas casas, decidi vir para aqui e pôr em prática o que aprendi enquanto trabalhei na construção civil [antes de enveredar pelo ramo da publicidade]». Antes fez uma publicação na sua página do Facebook (Fausto Manuel) dando nota que procurava «trabalho em limpeza e reconstrução de casas e espaços danificados».
Ontem, aquando da nossa chamada telefónica, que foi, por várias vezes, abaixo devido a ainda haver falhas nas comunicações, Fausto Manuel Andrade encontrava-se a trabalhar na Marinha Grande.
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