
«Ver a alegria dos seniores e das crianças enche-nos o coração»
Nascido e criado na Rua de São Brás, Gustavo Branco é o juiz da mordomia na mais recente edição da festa com o mesmo nome. Mordomo desde 2017, as primeiras memórias que tem da festividade remontam ao século passado. «Eram uma alegria para as crianças da rua», conta.
Apesar dos interregnos que a têm caracterizado, nomeadamente entre 2004 e 2007 e entre 2015 e 2016, as festas têm feito parte da vida da freguesia de Santa Joana (Aveiro) há décadas. Em entrevista ao Diário de Aveiro, o líder dos mordomos fala-nos sobre a programação deste ano e a importância de envolver toda a comunidade na celebração. Sobre a continuidade das festas no futuro não dá certezas, mas acredita que os próximos anos estarão assegurados.
Diário de Aveiro: É mordomo desde 2017, mas é a primeira vez que é juiz. Foi uma responsabilidade que não hesitou em aceitar?
Gustavo Branco: Eu próprio sugeri à mordomia que gostaria de ser juiz quando tivesse 50 anos. Cheguei aos 50 anos no ano passado, mas foi já após a festa, então tornei-me juiz nesta edição de 2026. Como sou o único mordomo nascido e criado na Rua de São Brás e tenho vivido aqui durante toda a minha vida, com a exceção do período compreendido entre os anos de 2007 e 2025, nos quais vivi na freguesia, mas não nesta rua, achei que os 50 anos seriam uma marca para mim e uma data redonda na qual poderia ser juiz.
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