
Apoio às vítimas deve ser «qualificado» e «pago»
A secretária de Estado Adjunta da Juventude e da Igualdade, Carla Rodrigues, prometeu ontem «investimento na formação de equipas» respondendo assim, de alguma forma, a Manuel Albano, vice-presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género que, na abertura do seminário sobre “Proteção de Vítimas de Violência Doméstica: novos desafios”, realizado em Aveiro, disse que este é «um trabalho que tem de ser pago».
Carla Rodrigues não esteve presente no seminário, devido à mobilização geral dos membros do Governo, que decretou a situação de calamidade devido aos efeitos da tempestade Kristin, mas enviou uma mensagem aos participantes neste encontro de Aveiro organizado pela Rede Especialista em Intervenção com Vítimas de Violência Doméstica no Concelho de Aveiro (RIVD). Nessa mensagem referiu-se a um «compromisso no combate à violência doméstica», defendendo uma «melhor articulação».
Manuel Albano recusou o «voluntarismo» que, diz, «não é aplicável, é um trabalho que tem de ser pago» e, partindo do princípio que deve ser «ajudado quem intervém», nota que não é o que se verifica. Este é um trabalho que «não é reconhecido financeiramente, nem o trabalho realizado», conforme tem constatado. Além disso «quem intervém tem de ser altamente qualificado», daí a recusa de «voluntarismo» e a necessidade de «qualificar a intervenção». Aquele dirigente, que qualificou a violência doméstica como «uma verdadeira pandemia que temos, nos dias de hoje», recusou a continuação de uma prática a que tem assistido: «chega de experimentalismos», referiu, defendendo que a atuação deve ser a «consolidação e intervenção».
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