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Troço dos Passadiços de Arouca com nova barreira para impedir queda de rochas

A chamada “barreira dinâmica” estende-se por 60 metros e está situada entre a Ponte de Alvarenga e a Praia do Vau

As escarpas dos Passadiços do Paiva passaram a incluir uma barreira em rede metálica destinada a impedir a eventual queda de rochas, revelou hoje a Câmara Municipal de Arouca, que nisso investiu cerca de 75.000 euros.

Segundo explica fonte oficial dessa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, a chamada “barreira dinâmica” estende-se por 60 metros e está situada entre a Ponte de Alvarenga e a Praia do Vau, troço que foi sinalizado como tendo a beneficiar com esse reforço de segurança na sequência das inspeções periódicas que o Município contratou a uma empresa especializada.

O objetivo é assim proteger a principal estrutura turística de Arouca e os seus visitantes, prevenindo eventuais derrocadas de “blocos rochosos provenientes da encosta” e garantindo que, em caso de tais ocorrências, as pedras soltas ficam retidas na barreira.

“Trata-se de um sistema de segurança que interceta e absorve a energia dos blocos que possam desprender-se naturalmente do talude, evitando que atinjam os Passadiços do Paiva e a área envolvente”, diz a fonte municipal.

Executada pela empresa Mota Engil – Engenharia e Construção S.A., a nova barreira foi concluída a semana passada, tem cerca de quatro metros de altura e integra postes e cabos de aço de alta resistência, associados a uma rede metálica de contenção constituída por anéis.

Da conjugação desses materiais resulta “um sistema de absorção de energia composto por dispositivos dissipadores”, com “freios instalados no cabo de reforço ou no perímetro da estrutura de interseção”.

Dada a morfologia do terreno e a dificuldade de acesso à zona de escarpas em causa, a instalação da barreira chegou a envolver o recurso a um helicóptero para transporte dos postes de aço e outras peças de maior dimensão, mas a Câmara de Arouca garante que a obra conseguiu “evitar grandes movimentações de terrenos”.

Para a autarquia, a obra final mostra-se “ajustada à morfologia da encosta” e com “boa integração paisagística”, preservando “a leitura natural do vale do Paiva”.

Janeiro 27, 2026 . 16:15

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