
CIRA e municípios têm reforço de meios para combater os incêndios florestais
«Aprender para fazer». Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda e da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) sublinhou, na manhã de ontem, que só a aprendizagem e a união de esforços poderão limitar as consequências dos incêndios de cada verão.
Na cerimónia de entrega de tratores a seis municípios - Águeda, Anadia, Estarreja, Ílhavo, Oliveira do Bairro e Murtosa - e de uma máquina de arrasto à CIRA, realizada no pavilhão multiusos da freguesia aguedense de Castanheira do Vouga, o autarca defendeu uma estratégia que se baseie «na experiência», para implementar as ações e atitudes que tornarão as florestas da Região de Aveiro mais resilientes face «à praga dos incêndios».
Garantindo que a comunidade intermunicipal e os municípios estão «a assumir por completo» aquela missão, vincou que o quadro estratégico de combate às chamas que regressam a cada época quente deverá, também, recrutar «as populações» para os esforços do poder local, dos bombeiros e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.
«Devemos sensibilizar, de forma persistente e insistente», até «teimosamente se for preciso», declarou.
Jorge Almeida enunciou os «eixos essenciais» do plano regional para a salvaguarda das florestas, dos núcleos habitacionais e do património, destacando o projeto-piloto para a Proteção de Aldeias que decorre em Valongo do Vouga e que visa criar zonas de proteção que poderão chegar aos 200 metros em torno das casas. Também se referiu à eliminação em curso de eucaliptos e à sua substituição por árvores autóctones, mais resistentes ao fogo.
O presidente da autarquia de Águeda e da CIRA ainda avisou que urge apostar na agregação de áreas florestais, para uma melhor gestão e implementação dos programas e projetos de combate aos incêndios.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:










