
Criação da Red Cloud inspira-se na vida de pessoas negras
O ano de 2025 foi intenso e muito bem sucedido em todos os eixos de atuação da Red Cloud Teatro de Marionetas: criação, circulação, reposição de espetáculos, serviço educativo e mediação, sem esquecer a programação “motus imago”. E «tudo isto foi e continua a ser possível devido ao reconhecimento do público em geral e da comunidade escolar, aos convites recebidos ao longo do ano, vindos de espaços alternativos e convencionais, parceiros informais e institucionais que se interessam e apoiam as nossas propostas», explica a Red Cloud, destacando, ainda, o apoio do município de Aveiro e do Teatro Aveirense, sem esquecer o financiamento para o biénio 25/26 da Direção Geral das Artes, organismo da República Portuguesa, que tem por missão a coordenação e execução das políticas de apoio às artes em Portugal, com a prioridade de promover e qualificar a criação artística, bem como garantir a universalidade da sua fruição.
Em 2026, a companhia de teatro de marionetas sediada em Aveiro vai dar seguimento às atividades que são estruturantes para o desenvolvimento da companhia e é com orgulho e responsabilidade que «continuamos a apostar num plano anual cujas ações se articulam em termos artísticos e de pensamento com a nova criação deste ano, que já se encontra em desenvolvimento».
E em primeira mão avança que este ano será estreada uma nova criação. «Esta criação parte de um propósito documental, mas desenvolve-se artisticamente no âmbito ficcional, em torno da memória da sociedade portuguesa do início do séc. XX, a partir da vida e profissão de pessoas negras portuguesas», revela a Red Cloud.
Um novo projeto cheio de «vontade de provocar o pensamento comum sobre algumas das tantas questões associadas à invisibilidade e à falta de conhecimento sobre a representação negra em Portugal, que por sua vez contribui para uma sociedade que quotidianamente tem imensas dificuldades em assumir um nós como um todo, assumindo um nós e os outros, o que nos parece uma visão muito distorcida da realidade».
E prossegue, «pensaremos a virtualidade da imagem estática desde os seus primórdios por fotografia, ilustração em slide ou retroprojeção, assim como por formas animadas aliadas à interpretação», sendo esta uma co-criação entre Sara Henriques, Rui Rodrigues e João Garcia Neto.










