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Santana Lopes quer desligar a Figueira da Foz de Aveiro

A presidente do conselho de administração que gere, em conjunto, os portos de Aveiro e da Figueira, afirma que esse é um assunto para ser equacionado pelo ministro das infraestruturas

Se o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, quer uma administração única e desligar-se da de Aveiro deve colocar o assunto ao ministério das infraestruturas, o que, aliás, o autarca já prometeu fazer. Santana Lopes disse no início deste mês que estava a aguardar pela realização das eleições presidenciais para depois transmitir esta posição ao Governo de Luís Montenegro. Precisamente, foi o que Teresa Cardoso disse ao Diário de Aveiro, a recém empossada presidente do Conselho de Administração (CA). Trata-se de uma questão que «não será equacionada pelo Conselho de Administração», mas sim pela tutela, disse ao Diário de Aveiro.

Contudo, acrescenta que nesta altura o Porto da Figueira depende «operacionalmente e financeiramente do Porto de Aveiro». Contudo, acrescenta que, nesta altura, o porto da Figueira da Foz «não tem escala e autonomia para ter uma administração própria, se calhar, a seu tempo, terá».

Em reunião de Câmara, Santana Lopes afirmou que o Porto da Figueira da Foz devia ter «uma administração única, dissociada de Aveiro, devido à sua complexidade, os problemas são muitos e não se compadecem com uma administração que esteja noutro sítio, mesmo que tenha um elemento da Figueira da Foz». Neste caso, Valter Rainho, funcionário da Câmara da Figueira da Foz, vogal do conselho de administração. Mas Santana Lopes diz que «os administradores são absorvidos» e falou de um «fenómeno estranho» da recém-empossada administração que já foi «sugada pelos interesses de Aveiro, por assentar num modelo orgânico que prejudica a Figueira da Foz».

O autarca figueirense está disposto a avançar para o objetivo que pretende atingir, ou seja, os dois portos deixarem de serem geridos em conjunto. «Tive de fazer a luta, pela segunda vez, para ter alguém da Figueira da Foz na administração do porto. E agora vou passar a outra fase», afirmou. Adiantou ainda que muitos empresários do concelho lhe manifestaram apoio na luta «para evitar a canibalização do porto da Figueira da Foz», que serve toda a região, tendo em conta o desenvolvimento futuro.

O presidente da autarquia figueirense disse que ficaria satisfeito com um administrador delegado, como já existiu, porque é «preciso alguém que esteja todos os dias», salientando que os agentes económicos «têm de ter com quem falar quando surgem as situações. Não é na semana seguinte ou daí a 15 dias, quando os administradores podem vir à Figueira da Foz», sustentou Santana Lopes.

É preciso uma administração única com os grandes investimentos que estão a ser efetuados na navegabilidade do porto e no combate à erosão costeira a sul, superiores a 50 milhões de euros, argumenta. Também se referiu a questões para resolver como o assoreamento da barra neste inverno, devido aos movimentos de areias de correntes de norte e sul que já levaram barcos de carga e pesca a «roçar no fundo» e as dragagens e utilização de explosivos no leito de rocha do Mondego estarem a impossibilitar a entrada no rio da lampreia e sável e, consequentemente, a atividade dos pescadores.

Janeiro 24, 2026 . 09:30

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