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Corredor verde em Águeda vai respeitar as cheias

A cidade vai deixar de lutar contra a geografia e, com base em soluções naturais, criar uma nova zona de convívio e desfrute da natureza

Foi durante a cerimónia de abertura do ano Green Leaf 2026, um título europeu atribuído a Águeda (na categoria de cidades entre os 20 mil e os 100 mil habitantes) graças ao seu trabalho em prol da sus­ten­tabilidade, que o arquiteto paisagista Paulo Dias apresentou o projeto do Parque Ambiental.
Serão necessários oito milhões de euros para desenvolver o novo corredor verde na cidade, junto ao Rio Águeda, capaz de responder aos desafios das alterações climáticas, mas também da fragmentação urbana.
O arquiteto recordou que «Águeda desenvolveu-se num território marcado pelas chei­as», referindo-se à bacia hidrográfica, «com o rio e os seus canais a fragmentarem a cida­de», além de um sistema de «monoculturas, que reduzem a biodiversidade». Perante isto, e no arranque de um ano que promete ser crucial para a afirmação de Águeda enquanto território verde, Paulo Dias a­van­ça com «uma mudança clara de paradigma, em que esta fragilidade passa a ser a infraestrutura verde estratégi­ca, capaz de responder aos desafios contemporâneos. O objetivo é conectarmos comunidades e organismos, através de um corredor verde».

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Janeiro 19, 2026 . 11:15

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