
«Não há grupo como o nosso a nível nacional»
O ano era 1971 e a nova Igreja Paroquial de São Bernardo encontrava-se em construção. Impunha-se, assim, a necessidade de angariar fundos e garantir a sustentabilidade das obras, pelo que os locais decidiram organizar um cortejo.
Traçado o pano de fundo pode agora dizer-se que é neste contexto que nasce a génese da Associação Musical e Cultural de São Bernardo (AMCSB). A “Banda de Faz de Conta”, idealizada por David Ratola, habitante da Rua de Castela, na freguesia de São Bernardo, serviria de mote. Composta pelas crianças daquela via, o grupo musical fazia tudo menos música: os instrumentos eram feitos de cepas de videiras cortadas de modo a representarem clarinetes, trompetes, bombardinos, trompas, trombones e as grandes tubas. Angelino Fernandes, co-fundador da associação e presidente da direção há cerca de 23 anos, tinha então 11 anos de idade. Apesar da curta experiência de vida, o seu gosto pelas fanfarras, que via nos cortejos e na televisão, estava já instalado. Meses após o cortejo da “Banda de Faz de Conta”, Angelino Fernandes desafiou um dos irmãos a criar o grupo musical.
Cinco anos mais tarde, a AMCSB nascia formalmente. «Os primeiros bombos foram comprados no Porto e custaram-nos 46 contos», recorda o presidente, que considera que a AMCSB tem crescido de forma exponencial. «Não há grupo como o nosso a nível nacional», sustenta.
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