
Em Soza, a abóbora é mais do que um ingrediente
Saudadas pelas anfitriãs à chegada, cerca de vinte confrarias gastronómicas e enófilas desfilaram, pelas 11 horas de ontem, desde a sede da Confraria dos Sabores da Abóbora rumo à Igreja Matriz de Soza. A XIII Cerimónia Capitular da entidade vaguense serviu de mote ao convívio entre colegas, cujo denominador comum foi o reconhecimento do meio confrádico como o «guardião das tradições, da identidade e cultura gastronómica» do país.
As palavras são de Fátima Rito, chanceler-mor da Confraria dos Sabores da Abóbora, que aproveitou o evento para sublinhar que apenas com «união, trabalho e amor às nossas raízes» se poderá continuar a «honrar o passado, a viver o presente e a construir um futuro melhor». Para a cofundadora da entidade vaguense, o ano passado foi marcado pela concretização de um sonho antigo: a restauração da sede, conquistada através do «esforço, dedicação e compromisso de cada confreira e confrade para que se mantenham vivas as nossas tradições e se valorize a nossa gastronomia».
Fundada em 2011, a Confraria dos Sabores da Abóbora conta hoje com cerca de 55 membros e o dia de ontem serviu para fazer algumas adições e promoções de estatuto. Carlota Silva, a mais jovem até à data a fazer a investidura da capa, com apenas dez meses, deixou de ser uma “aboborinha”, tornando-se uma “sementinha”. Já Carlota Freitas passou a envergar a capa como “abóbora menina” e Santiago Simões tornou-se um “confradinho”.
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