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Ílhavo apoia com bolsas os seus «embaixadores»

Município garante 1.567,5 euros a cada um dos 53 universitários contemplados pelo programa que não quer «deixar ninguém para trás»

A Câmara Municipal de Ílhavo entregou ontem 53 bolsas de estudo a estudantes do ensino superior, num valor unitário mensal de 156,75 euros, que será liquidado em 10 prestações, entre outubro do ano passado e julho do corrente ano.

Cada «embaixador fantástico» do concelho, como lhes chamou o presidente Rui Dias, receberá 1.567,5 euros no corrente ano letivo.

Com esta medida, o governo local investe 83.077,5 euros para afirmar o seu «compromisso com a promoção da igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior, contribuindo para o desenvolvimento das famílias, a qualificação do território e a construção de uma sociedade mais justa e coesa».

Inicialmente, estavam previstas 43 vagas, mas, face ao número total de candidaturas elegíveis, a autarquia deliberou reforçar o apoio disponível, assegurando a atribuição de bolsa a todos os estudantes que cumpriram os critérios de elegibilidade.

A avaliação das candidaturas teve por base os rendimentos do agregado familiar, sendo aplicadas deduções ao rendimento líquido em situações específicas. Foram consideradas reduções de 10 por cento nos casos de agregados monoparentais, a existência de elementos com incapacidade, a presença de dois ou mais estudantes do ensino superior ou de cursos técnicos superiores profissionais no mesmo agregado ou quando ambos os membros do casal se encontravam em situação de desemprego. Sempre que se verificaram duas ou mais destas condições, a dedução aplicada foi de 15 por cento.

Adicionalmente, os candidatos que beneficiaram de bolsa de estudo municipal no ano letivo anterior viram a sua média final majorada em 5 por cento.

O autarca vincou que este programa de bolsas para universitários ilhavenses visa ajudá-los a trilharem os seus «percursos» académicos, numa altura - sublinhou - em que se torna «cada vez mais difícil para as famílias» assumirem «encargos que são cada vez maiores», sobretudo quando os filhos estudam no exterior do respetivo território.

Rui Dias considerou que se trata de «um investimento que reflete a sensibilidade social da câmara municipal», cujo «esforço» financeiro tem o propósito de «não deixar ninguém para trás», em especial jovens «que têm mérito, vontade, talento e que querem trabalhar mais».

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Janeiro 17, 2026 . 08:00

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