
Centenas de pessoas “inundaram” as ruas da beira-mar na Grande Arruada
Passavam já alguns minutos das 18 horas agendadas para a Grande Arruada quando os mordomos das “Festas do Menino” saíram da Casa de Apoio à Igreja de São Gonçalinho, situada nas traseiras da capela, e se juntaram aos transeuntes que os aguardavam no exterior.
De ramo na mão, Osvaldo Pacheco, juiz da atual mordomia, encabeçava a comitiva que, ao longo da noite, foi enchendo as ruas do Bairro da Beira Mar. «É um momento muito intenso», disse o também professor na Universidade de Aveiro, em entrevista ao nosso jornal, acrescentando, referindo-se à sua equipa, que a arruada é também representativa de uma «família» que se reúne depois de um ano de trabalho.
O restaurante Palhuça foi a primeira paragem da comitiva, composta por dezenas de pessoas que, de copo na mão e ao som da música da banda e dos foguetes, iam entoando os cânticos típicos das festas. Entre as paragens contabilizaram-se restaurantes, bares e garagens, mas também as salas de estar e as cozinhas daqueles que abriram as portas para receber os concidadãos. Os moradores mais tímidos, que preferiram não conceder a entrada ao grupo numeroso, entreabriam apenas o suficiente a porta para espreitar o desfile ou assomavam às varandas e janelas para se juntarem à festa.
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