
Câmara de Ílhavo aprovou orçamento de 67,5 milhões
O executivo municipal de Ílhavo aprovou, na noite da passada quinta-feira, o orçamento para o corrente ano, no valor de 67,5 milhões de euros – menos três milhões do que o do ano passado. As abstenções dos três vereadores do movimento “Unir para Fazer” (UPF) e da vereadora do PS garantiram que o voto favorável dos três elementos da coligação PSD/CDS determinasse a passagem do documento.
O presidente da câmara, Rui Dias, apresentou um «documento exigente e realista», que - vincou - «assume constrangimentos, faz escolhas e define prioridades», acolhendo «bases sólidas» para que, nos próximos anos, seja possível «acelerar investimentos estruturantes com segurança».
Logo avisou que «governar bem é escolher bem», para explicar depois que «escolher bem, muitas vezes, implica saber dizer não ao imediato, para garantir o essencial no futuro».
Dando nota de que este ano será «um ano de forte investimento nas pessoas», o chefe do executivo elencou «a que será provavelmente a maior aposta financeira de sempre do município» na área da educação, com mais de 17 milhões de euros destinados às requalificações da Escola Secundária João Carlos Celestino Gomes, da Escola Básica Professor Fernando Martins e da EB José Ferreira Pinto Basto. Somou a construção do Jardim de Infância e EB 1 da Gafanha da Encarnação Norte, «caso seja assegurado financiamento adicional».
A área da habitação também será aposta forte da câmara neste ano de 2026, com «mais de dez milhões afetos ao programa 1.º Direito», com o autarca a vincar que «o direito a uma habitação digna é um direito básico» do ser humano.
Para o setor da saúde foram orçamentados seis milhões de euros, destinados à requalificação das unidades de saúde de Ílhavo e da Gafanha da Nazaré. E o «reforço das respostas de proximidade» em termos de ação social será garantido com um milhão de euros. O presidente da câmara referiu programas como a oficina móvel “Ílhavo cuida”, o transporte a pedido e o cheque-dentista. Ainda assinalou a aposta numa «lógica de intervenção articulada» com as instituições sociais, com as freguesias e com as associações locais, para que «ninguém fique para trás» e para que «ninguém seja tratado como um número».
A transferência de 700.000 euros para as juntas de freguesia, neste primeiro ano de mandato, representa «uma aposta clara na descentralização, na proximidade e na confiança política nas freguesias como primeiro elo de respostas às populações».
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