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Buscas da PJ: Chega pede reunião urgente da Câmara de Aveiro

O vereador Diogo Machado e o partido querem ser esclarecidos quanto à atuação da Judiciária

O vereador do Chega na Câmara de Aveiro, Diogo Machado, disse, esta sexta-feira, à tarde, ao Diário de Aveiro, que vai pedir o agendamento, urgente, de uma reunião do executivo, relativa às buscas da Polícia Judiciária nas instalações da autarquia.

O vereador e a concelhia de Aveiro do Chega querem «inteirar-se de tudo o que aconteceu», afirma, solicitando o agendamento de uma reunião para a próxima semana.

Com mandados de busca para «recolha de diversos elementos probatórios (…) no âmbito da eventual prática de crimes de prevaricação e violação de regras urbanísticas», a PJ refere que «estão em causa decisões e procedimentos adotados em alterações de instrumentos de ordenamento do território. Após as buscas desta sexta-feira, a investigação continua com a análise da prova recolhida, documental e digital, para apuramento de «eventuais condutas criminosas, do seu alcance e à célere conclusão do inquérito, tutelado pelo pelo DIAP Regional do Porto».

Considerando que se trata do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso (PP-CP), o Chega, por diversas vezes, criticou esta intervenção urbana, referindo que ultrapassou o Plano Diretor Municipal. Designadamente, permitindo mais cércea, sendo que o PP-CP é um instrumento que viabiliza a construção de um hotel de 12 andares.

O PP-CP foi aprovado no mandato anterior da câmara, sob a presidência de Ribau Esteves (PSD-CDS), mas revogado, com os votos da oposição no executivo (PS e Chega), sob a liderança de Luís Souto (PSD-CDS). Contudo, a revogação foi reprovada pela maioria PSD-CDS na assembleia municipal e o PP-CP manteve-se em vigor. Diogo Machado disse, ainda, ao Diário de Aveiro, que se Ribau Esteves afirma que após a sua saída houve «trabalho político» sobre o assunto, isso «faz de Luís Souto cúmplice de eventuais irregularidades».

Encarando as buscas «com total tranquilidade», Luís Souto demarcou-se de responsabilidades: «Nós estamos aqui há dois meses, portanto, digamos assim, não é nada connosco. É connosco no sentido em que temos que facilitar o acesso a toda a documentação», disse aos jornalistas.

Janeiro 9, 2026 . 17:33

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