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«Sinto que estou preparado para o que o futuro me reserva»

João Tomásio é uma das “caras novas” da estrutura do Feirense-Beeceler. Jovem assume que dar o salto para uma equipa profissional era um objetivo

João Tomásio, natural de Mira, mas que desde 2017 reside em Vagos, é mais um dos jovens ciclistas da região que, este ano, chega a uma estrutura profissional do pelotão português pelas “portas” do Feirense-Beeceler. Com formação no Sport Ciclismo São João de Ver, a transição para o popular clube de Santa Maria da Feira acaba por ser natural face à evolução que tem revelado de ano para ano. O próprio assume-se como um «atleta completo», mas que ainda se está a «descobrir aos poucos», revelando, por isso, que irá encarar 2026 como um ano de «aprendizagem», em que vai aproveitar para «aprender com todos». João Tomásio, que tem como referência Alberto Contador, mostra-se «focado em agarrar a oportunidade» que lhe está a ser dada e está «bastante entusiasmado» para começar a competir.

Diário de Aveiro: Foi, recentemente, anunciado como reforço do Feirense-Beeceler. Foi surpreendido com a proposta que teve?
João Tomásio: Sabia que havia a possibilidade desta proposta acontecer. No entanto, o tempo foi passando no final da época e não surgiam sinais de que viesse a ser já este ano. Apesar disso, não me surpreende que, surgindo uma proposta, tenha sido por parte da equipa do Feirense-Beeceler. Já tinha tido alguns contactos breves com o diretor Joaquim Andrade e sei que é alguém que gosta de dar oportunidade a ciclistas mais jovens. Sem dúvida que dar o salto para uma equipa profissional era um dos objetivos que tinha traçado para este ano e fico contente que tenha a oportunidade de o fazer com esta estrutura.

Começou a competir apenas aos 18 anos e atualmente tem 20. Esperava, num tão curto espaço de tempo, chegar a uma estrutura profissional portuguesa?
Comecei com o propósito de explorar esta vertente do ciclismo, pela qual já era apaixonado, mas nunca tinha tido contacto direto com o mundo da competição. Comecei em júnior de segundo ano. Na altura, tinha muitas dificuldades em ler diferentes situações de corrida e acabava por seguir sempre o meu coração. Era essa a minha forma de correr, muito instintivo. Ao longo desse primeiro ano fui conseguindo chegar cada vez mais perto dos melhores juniores do pelotão nacional e no final do ano já consegui alguns resultados interessante. Apesar disso, sentia que me faltava tempo para me habituar a andar em grupos grandes. Desde aí, tenho vindo a ganhar o meu espaço dentro do pelotão e foi a partir do momento em que comecei a sentir-me competitivo que passar a profissional passou a ser um objetivo real.

Quais sãos os seus objetivos pessoais para esta época?
Vou encarar este ano de 2026 sobretudo como uma aprendizagem e sinto que estou preparado para o que o futuro me reserva. Estou inserido numa estrutura muito bem referenciada no pelotão nacional, sei que tenho muito a aprender com todos e quero aproveitar isso. O principal objetivo passará por cumprir o trabalho que me for atribuído pelo diretor Joaquim Andrade e por ajudar a equipa a alcançar as metas traçadas ao longo da época. Ainda assim, poderei vir a ter algumas oportunidades de me mostrar, principalmente nas corridas com os meus colegas de escalão (sub/23), e vou fazer os possíveis para as aproveitar. Estou bastante entusiasmado também para correr com algumas das maiores referências do ciclismo mundial quando me for dada essa oportunidade.

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Janeiro 8, 2026 . 09:15

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