
PRILHO: o artista aguedense que tem pisado grandes palcos europeus
Com apenas 33 anos, PRILHO acumula já mais de dez anos de carreira enquanto DJ e produtor musical. Residente em Águeda, o artista partilha com o nosso jornal que o interesse pela música surgiu cedo e que a evolução que tem testemunhado ao longo dos anos é inequívoca. «Cada faixa [minha] nasce da vontade de criar uma experiência, seja mais intensa, emocional ou simplesmente feita para dançar», sublinha. Mas ainda que reconheça que tocar em “casa” e nos palcos nacionais seja gratificante, o aguedense admite sentir-se mais reconhecido no estrangeiro.
Diário de Aveiro: Quando e como nasceu o seu interesse pela música eletrónica?
PRILHO: Desde muito cedo tive gosto por música, aliás, as aulas de guitarra que tive deram-me bases importantes para entrar no mundo da produção musical. O gosto pela música eletrónica surgiu quando comecei a conhecer o trabalho do [artista holandês] Tiësto, que sempre foi um grande ídolo para mim. Na altura sentia uma energia enorme a ouvir as produções dele e lembro-me que o tema que mais me marcou foi o “Lethal Industry”, uma grande produção musical. Ainda hoje é tocado nos grandes festivais pelo mundo fora, é um tema que nunca passará de moda e que todos conhecem. Graças a isto comecei a ganhar o gosto pela produção, porque também queria fazer as minhas músicas e transmitir sentimentos às pessoas.
Quando começou o seu projeto conciliava a música com outras atividades. Hoje em dia dedica-se exclusivamente à música?
Claro que tinha outras fontes de rendimentos diferentes das de hoje. Hoje, para além das atuações e de estar focado no meu projeto, trabalho também como “ghost-producer” para artistas, dos maiores para os mais pequenos, e faço trabalhos de publicidade para algumas marcas usando o meu Instagram.
De que forma descreveria as suas criações e o seu estilo musical?
As minhas músicas refletem uma forte ligação à música eletrónica e à pista de dança. Procuro criar sons energéticos, com batidas marcantes e melodias envolventes, que transmitam boas vibrações e façam as pessoas sentirem o momento. O meu trabalho passa por diferentes influências dentro da eletrónica, como “techno”, “hyper-techno” e “dance”, sempre com uma abordagem moderna e pensada para clubes, festivais e DJ “sets”. Cada faixa nasce da vontade de criar uma experiência, seja mais intensa, emocional ou simplesmente feita para dançar.
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