
Um “mar” de gente no centro para receber o novo ano
Ainda faltavam para as zero horas mais ansiadas do ano e a cidade de Aveiro já dava sinais de movimento e animação.
Os hotéis encheram-se e os restaurantes não lhe ficaram atrás, alguns com salas lotadas dias antes do grande dia. Também as ruas centrais da cidade cedo começaram a registar movimento, mas foi a partir das 22 horas que a multidão se começou a concentrar nas imediações do Rossio para arranjar o melhor “spot” da noite. Muitos começaram desde as 22.30 horas a acompanhar a animação musical proporcionada pelo programa municipal “Boas Festas em Aveiro” e que contou com um concerto da Orquestra Bamba Social, apresentando um repertório bem animado e a puxar à dança.
À medida que os ponteiros do relógio se aproximaram da meia noite a “loucura” foi total. «Parecem formigueiros», comentava Idalina Sousa, residente em Esgueira e que, com um grupo de amigos com quem esteve a jantar, decidiu vir para o centro a pé. «Num dia como este estacionar é impossível. Somos 12 pessoas, tinham de vir vários carros, então decidimos dar corda à perninhas para “moer” os excessos do jantar», partilhou com o Diário de Aveiro, ainda ofegante da caminhada de cerca 25 minutos. Sobre o fogo de artifício, que foi o que motivou esta pequena “viagem”, a auxiliar de educação disse ter gostado muito mas «ficou um bocadinho aquém das nossas expetativas. Temos visto o fogo nos últimos anos e estamos sempre à espera de sermos surpreendidos, mas isso não aconteceu. Talvez uma maior sincronização com a música ou um “countdown” gigante para todos vibrarmos com a chegada da meia noite...» atirou em jeito de sugestão.
E foi em contagem decrescente que muitos milhares de pessoas receberam o novo ano, uma boa parte organizadas em grupos, munidos de passas e espumantes para a festa acontecer na rua. Quanto aos desejos, entre abraços e beijos, o que mais se aspirava para 2026 era, mesmo, a saúde, «sem ela não vale a pena mais nada». Soma-se o amor, a paz, a realização pessoal e depois “sonhos” mais pessoais como mudar de emprego, apaixonar-se, ser aumentado ou trazer para Portugal a mulher e os quatro filhos de quem José Pinto se separou há cerca de dois anos em São Tomé. «Vim para trabalhar e conseguir uma vida melhor», explicou, mas para ele a vida só faz sentido depois da desejada reunião. «Espero conseguir este ano». |










