
Isabel Simões Pinto: «A habitação será o grande desafio deste mandato»
Isabel Simões Pinto ocupava já a liderança do executivo camarário de Estarreja quando foi eleita nas autárquicas de 12 de outubro. O anterior presidente, Diamantino Sabina, renunciou ao seu último mandato à frente dos destinos do município quando foi nomeado para a Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia de Portugal, em Bruxelas, fazendo com que, enquanto vice-presidente, passasse a assumir o cargo. Em entrevista ao Diário de Aveiro, a autarca falou sobre os desafios deste mandato, desde a habitação, à capacidade do município para atrair empresas e a poluição atmosférica no território. Discorreu ainda sobre as dificuldades que o projeto da Linha de Alta Velocidade está a impor à população e à câmara municipal, bem como da situação financeira «confortável» do município.
Diário de Aveiro: Assumiu a presidência do município na sequência da renúncia de Diamantino Sabina e as autárquicas reconduzirem-na ao cargo. Estas circunstâncias facilitaram-lhe a adaptação à liderança?
Isabel Simões Pinto: Facilita sempre, porque permite, apesar de ter sido uma experiência curta, ter a noção global da gestão da câmara municipal. Contudo, estamos a falar de um novo ciclo autárquico, com uma nova equipa. Estamos perante uma nova realidade que tem sido exigente e o início deste novo mandato tem implicado um envolvimento grande, desde logo no trabalho com as pessoas internas, e com as pessoas que são, de facto, os nossos munícipes.
A coligação que encabeçou conseguiu quatro dos sete mandatos no executivo camarário. Como será o seu relacionamento e postura face à oposição?
Muito cordial, cooperante e assertiva, porque temos um projeto político para implementar. Naturalmente, a oposição tem também as suas ideias e a sua forma de ver Estarreja e algumas das posições da oposição são similares às nossas. Aquilo que entendemos é que Estarreja fica a ganhar se estivermos todos a remar no mesmo sentido e é esse o nosso grande objetivo: fazer política para as pessoas e não a pensar única e exclusivamente nas questões partidárias. Temos sentido um ambiente muito cooperante entre a câmara municipal, os vereadores em exercício de atividade permanente e os vereadores de oposição, e tem sido muito gratificante esta forma de trabalhar que, aliás, é completamente diferente da experiência anterior, na perspetiva de que o que é importante para a oposição é garantir que as medidas são tomadas a favor das pessoas e conseguimos encontrar pontos de sinergia.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:










