
Choro e festa marcam a despedida e o luto em diferentes comunidades
A dor da despedida é sentida em todas as comunidades, mas o luto assume formas distintas, refletindo tradições e valores e honrando a memória de quem parte. Entre lágrimas, silêncio ou celebração, Nelson Montoia, cigano, e Adérito Cardoso, natural da Guiné-Bissau, contaram ao Diário de Aveiro como se constrói a força após perdas incomparáveis.
As nuances da tradição cigana
O dia estava cinzento, como quando se perde alguém de quem tanto gostamos, mas isso não impediu Nelson Montoia de abrir as portas da sua casa, em Válega, no município de Ovar, para mostrar os rituais que honram a vida dos familiares já falecidos. Vestido de preto, um dos símbolos do luto na comunidade cigana, o ovarense, de 39 anos e pai de quatro filhos, explicou que, apesar da cor, não se encontrava de luto, garantindo que, na sua etnia, «a perda de um familiar ou pessoa conhecida é muito dolorosa».
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