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O Natal sem os doces da Ramos não é a mesma coisa

Bolo-rei e bolo-rainha são as especialidades mais procuradas naquela que, com 96 anos, é uma das pastelarias mais antigas do país, situada na Avenida Dr. Lourenço Peixinho

A tradição natalícia cumpre-se ano após ano, continuando a “deliciar miúdos e graúdos”. E ainda bem! Na casa de muitas famílias, de Aveiro e não só, o Natal sem os doces da quase centenária Pastelaria Ramos não é a mesma coisa.
Fundada por Aníbal Ramos a 30 de março de 1929, aquela que é uma das pastelarias mais antigas do país - cujo nome oficial é Avenida, mas todos a conhecem por Ramos devido ao apelido do seu fundador - tem, de facto, lugar garantido à mesa de muitos portugueses nesta quadra festiva. Segundo João Carvalho, cuja família é a atual proprietária, o bolo-rei e o bolo-
-rainha são as especialidades, mas as rabanadas (húmidas e secas), feitas com cacetes confecionados de propósito pela própria pastelaria, em que «o corte do pão não é ao acaso»; as filhoses; os bilharacos e «toda a outra pastelaria tradicional que temos durante todo o ano», com destaque para o cartuxo criado há mais de meio século e, entretanto, patenteado, e os bolos de aniversário com os seus «discos de chocolate» inconfundíveis, não ficam atrás. Já para não falar nos ovos-moles, de “comer e chorar por mais”. A Ramos é uma das mais antigas produtoras de ovos-
-moles da cidade de Aveiro, doce que nesta altura do ano vê a sua venda crescer.

Preços dos bolos-rei e rainha mantêm-se
Mas voltando, concretamen­te, aos bolos-rei e rainha, diferenciam-se dos demais pela «combinação de ingredientes». Trata-se de «uma receita nossa [“com bastantes anos”], que todos os anos é afinada». João Carvalho não nos soube dizer precisar quantos são feitos durante a época natalícia que se estende até ao Dia de Reis, «mas serão», disse, «seguramente milhares a julgar pelos clientes (empresas) que encomendam mais de 200 e por algumas famílias que levam mais de dez».
De ano para ano, o bolo-rainha tem vindo a conquistar cada vez mais clientes, o que se deve ao facto de ser «muito rico em termos de ingredientes». «Utilizamos uma mistura de frutos secos, que grande parte [das pastelarias] não utiliza, porque torna o bolo mais caro. Nós fazêmo-lo e não refletimos isso no preço final», garantiu o em­pre­sário aveirense, fazendo questão de sublinhar que os preços tanto do bolo-rei (19,5 euros/quilo) como do bolo-rainha (23 euros/quilo) se mantêm os mesmos de 2024.

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Dezembro 19, 2025 . 14:30

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